GetaSecondLife

Second Life® goes open source

A Cat já tinha noticiado que o Linden Lab® tinha decidido divulgar o código do Second Life®, e disponibilizá-lo em regime Open Source. O que é que esta coisada quer dizer?

O Second Life® é um programa que corre em vários computadores (“servidores”). Na verdade, esta é uma grosseira simplificação: existe uma hierarquia de programas e protocolos, que estabelecem uma rede de programas e computadores, que funcionam como se tudo se tratasse de uma única máquina e um único computador. Em casa, cada utilizador instala um programa “cliente”, que lhe permite o acesso e comunicação com a rede, onde por sua vez estão guardados todos os dados da sua conta e dos seus avatares.

O que a Linden Lab® fez foi divulgar ao mundo como tudo se processa, todo o funcionamento interno do sistema. Antigamente, o sistema era uma “caixa preta”, agora, é uma caixa sem segredos. A Linden Lab® retém a propriedade dos servidores, continua a correr a rede, e guardar toda a informação. Mas mostra todas as rodas dentadas por detrás das alavancas e dos pedais.

Esta medida permite que programadores possam fazer novos programas que consigam comunicar com a rede SL™, utilizando os protocolos da Linden™ . De imediato, isto pode fazer surgir novos “clientes” – da mesma maneira que há vários browsers para aceder à WWW. Os oficiais serão sempre os da Linden™ , mas a concorrência permite antever que novas funcionalidades, inovadoras e “radicais”, poderão ser implementadas.

Um exemplo da amplitude desta medida: um avatar pode ser controlado automaticamente por um cliente, interagindo com o mundo SL™ . Isto permitirá por exemplo que griefers possam espalhar distúrbios em grande escala, da mesma maneira que programas de spam gostam de entupir a nossa caixa de correio. Mas também permitirá que sejam desenvolvidas novas ferramentas contra eles, e se torne o código mais robusto, por escrutínio de milhares de utilizadores. Na mesma linha, os clientes automáticos poderão servir, por exemplo, para através de um avatar, transpor trabalhos de programas profissionais de 3D para os prims do SL™ .

(continua)

  • hummm… interessante!

    Eu gostava mesmo era que houvesse uma situação idêntica à do Brasil: termos o jogo cá (no ‘tugal)

  • Cat

    Thanks Gath!!!

  • Em tuguês?

    Suponho que eles aceitem colaborações para traduzir aquela tretalhada toda…