GetaSecondLife

Capitalismo

Da Wikipédia:

The basis of this economy is that residents (that is, users, as opposed to Linden lab) can buy and sell services and virtual goods to one another in an open free market. Services include help with building, managing businesses, entertainment, and other personal services. Virtual goods include buildings, vehicles, devices of all kinds, animations, and works of art. To make money in SL, one must find customers who are willing to pay for the services or products that one can supply.

No Second Life® as pessoas envolvem-se em comércio voluntariamente, porque entendem que ambas as partes beneficiam do processo. Não há controlo de preços ou redistribuição forçada de rendimentos. Qualquer socialismo teria de implicar roubo de propriedade por parte do “governo” que surgisse – como na vida real. O SL™ é um mundo liberal, ou seja, baseado na propriedade privada. O nosso mundo, infelizmente, é grandemente socialista, ou seja, baseado na expropriação por via legal.

  • Oh Gath, esta foi só para provocar, confessa…
    Claro que num mundo virtual é fácil ter uma economia totalmente livre, não há necessidade de construção de o.p., nem de providência de espécie alguma.
    As pessoas lá envolvem-se em comércio pela mesma razão que cá fora: querem fazer dinheiro (e aquele é tax free), não me parece que estejam a pensar no benefício dos outros.

  • No mundo real também não há necessidade de “construção” de o.p., nem de providência de espécie alguma estatais, porque o mercado é perfeitamente capaz de o fazer, melhor. Esta é explicação utilitária. Tal construção (ou construtivismo) requer de facto agressões premeditadas e continuadas aos direitos individuais de propriedade privada, o que é eticamente indefensável.

    De resto, o capitalismo não se faz porque as pessoas nutrem sentimentos altruistas, antes pelo contrário. Numa sociedade livre, é pelo interesse próprio das pessoas que se cria prosperidade, pois quanto mais eficiente for uma pessoa a fazer-se útil, mais ganha com isso, assim como mais ganha quem com ela se envolver social ou comercialmente – porque nenhuma relação pode ser forçada, seria roubo ou fraude. Este insight vem directamente de Adam Smith… claro que há outra forma de enriquecimento – pela via política, confiscando propriedade a outrem…

  • A tua teoria é tão utópica como o comunismo.

    Não deixa de ser contraditório dizeres “Numa sociedade livre, é pelo interesse próprio das pessoas que se cria prosperidade” quando antes disseste que não há necessidade de providência. Ou seja, que se todos agirmos apenas em interesse próprio, aqueles que são menos aptos a fazê-lo (deficientes, crianças, doentes) perecerão por não terem mecanismos de sobrevivência.

    Também partes do princípio que todos somos honestos, quando o mercado é constituido por seres humanos: passam por todos os espectros de valores morais.

    Um exemplo: quando o estado liberalizou o preço da gasolina o povinho achava todo que a gasolina ía baixar e aumentou (mesmo antes da subida do petróleo) sabes porquê (sabes de certeza)? Concertação dos preços (algo que é ilegal e suponho que na tua sociedade também fosse).

    Atenção que eu até concordo com a liberalização total da economia, no entanto acho que teriam sempre que existir entidades de regulação (de verificação, pelo menos) e algumas regras.

  • A minha “teoria” parte da observação do comportamento humano. O comunismo pretendia criar um “novo homem” que vivesse para o colectivo… de resto, classificar qualquer coisa como “utopia” não a refuta. Por exemplo, há dois séculos não se pensava em democracia, e hoje é uma tecnologia política banal. Há dois séculos, a democracia era uma utopia aristotélica…

    Há uma grande diferença entre “interesse próprio” e “egotismo”. O meu interesse próprio pode passar por ajudar o próximo, e numa pequena medida da minha vida, é assim mesmo – começando, obviamente, pela minha família, os meus amigos, por quem prezo socialmente.

    De facto, há necessidade de providência, de baixo para cima, ou seja, partindo do indivíduo para a comunidade. É a ordem natural das coisas. Primeiro cuidamos de nós, depois de quem prezamos, depois da comunidade. Enquanto a acção for livre e voluntária, é simultaneamente moral e ética. Não há aqui qualquer atomismo: a todos os níveis, da pessoa até organizações monstras como a Igreja, manifesta-se o verdadeiro espírito de solidariedade para com o próximo.

    Claro que podes ter sistemas estatais a tratar da coisa. Como empresas públicas, mas com menos escrutínio porque abençoadas pela graça do socialismo social. Exércitos de burocratas, que nada sabem da vida das pessoas, entretêm-se a tornar uma sociedade dependente do Estado – e a toldar a visão das pessoas para as alternativas viáveis.

    Quanto à honestidade, para isso há a Justiça. Quanto aos valores morais, não me cabe a mim passar julgamento sobre a forma como outros vivem a sua vida.

    Quanto à liberalização dos preços, estás profundamente errada, porque partes da falácia que os distribuidores têm capacidade de fixar preços. Só têm de os marcar, coisa que é diferente. Não acredites na propaganda do Governo – ou do Bloco. Antes da liberalização, os preços estavam demasiado baixos, logo tinham que subir. Não há mistério. Estavam baixo, obviamente, por acção do Estado.

    Claro que consumimos o que pagamos. São coisas invisíveis a observadores distraídos. A qualidade do serviço não era má, a quantidade do produto nem tanto, mas pelo facto dos preços não terem subido, não foram feitos investimentos numa infraestrutura competitiva (os que foram, foram-nos à custa do contribuinte, com custos burocráticos que superam as “poupanças” dos consumidores). Por isso, hoje a indústria “nacional” está mal preparada para lidar com um mercado liberalizado, e acaba por funcionar mal. A Galp está aqui, está a ser OPAda a toda a força.

    O que entende por concertação de preços não passa da reacção dos agentes ao mercado. Põe-te no lugar deles. Ninguém gosta de ser o primeiro a subir preços. Por isso toda a gente espera até ao último momento possível. Quando um descai, toda a gente corrige, aumentando preços. Esta pressão é quase imediata quando sobre o preço do crude. Nota que há um desfasamento temporal entre a extracção e a refinação e distribuição – os agentes têm de aprovisionar capital para acautelarem o futuro. Quando desce o crude, ficam todos mais nervosos. A cada um interessaria manter o mesmo preço alto o máximo tempo possível. Mas o primeiro que se antecipar pode ganhar uma boa maquia. É como um daquelas corridas fechadas de bicicleta…

    Não há liberalização política que possa contrariar as leis da oferta e procura de um bem escasso. Num regime concorrencial, os preços sobem e descem naturalmente. O que pode sim ser feito é abrir o mercado à concorrência, de forma a que haja máxima pressão para o mercado ser o mais eficiente quanto possível.

    Para provares conluio (enfim, teorias da conspiração não faltam), tens de provar que o preço dos combustíveis (antes de impostos – 63% do total) é maior em Portugal do que no resto do mundo. Os gananciosos capitalistas do mito. Agora, isso não acontece. Em todo o mundo, não há conluio, porque qualquer pessoa que quisesse vender mais barato faria uma fortuna. O mesmo em Portugal. O que precisas é mais concorrência, menos regulação, menos burocracia. Se preciso, uma bomba de combustíveis em cada esquina.

    …e liberalização total da economia exige regras, mas não é compatível com “entidades de regulação” que destróiem os mecanismos de mercado… mas sobre isso poderemos falar se me deres trela…

  • N era teoria de conspiração, nem propagada do bloco (já vi q n leste o meu ultimo parágrafo, ou terias entendido q não vou por esses caminhos), acontece q quando isso aconteceu uma pessoa q trabalha para uma gasolineira me explicou como o processo (se quiseres chama-lhe “acordo de cavalheiros”) se dá. E tens razão em tudo o que disseste, impostos sobre combustíveis etc, embora haja ainda outros factores envolvidos (reservas, etc).

    Acho muito complicado a providencia vir de fontes privadas, suster-se com base em acções voluntárias, pois de facto isso poderia nem cobrir um milésimo do necessário (e nem cobre grande coisa agora).

    Não sei porque és contra as entidades de regulação, se até a própria bolsa as possui, não têm que pertencer ao estado.

    De resto, meu querido, não te dou trela porque a verdade é q eu não entendo quase nada deste assunto e como tal, seria altamente desvantajoso para mim entrar numa discussão contigo.

    😉

  • Primeiro, desculpa se te melindraste, não era essa a minha intenção.

    As minhas discussões são estritamente a-pessoais (o que não quer dizer que não te preze como interlocutora!) 😉 E depois, meses na blogosfera a debater com a esquerdalha mais aguerrida acostumaram-me a usar argumentos demasiado “secos”…

    Eu li o que escreveste; o que eu quero dizer é que não é compatível defender a liberalização total da economia com mecanismos socialistas. Ayn Rand dizia que o socialismo era como um cancro: não se pode querer “só um bocadinho”…

    …mas tens razão, e aqui desculpo-me: escrevi “entidades de regulação” que destróiem os mecanismos de mercado, mas tu nuna especificaste estas (as estatais), e deste o exemplo da bolsa (altamente intervencionada, mas enfim), que é privada.

    Muito bem. Existem entidades de regulação privadas, que funcionam por adesão voluntária, que são aquelas que surgiriam numa sociedade liberal – não há utopia – elas existem – olha, por exemplo, a DECO ou a S&P….

    Quanto às gasolineiras, claro que há acordos de cavalheiros, e são perfeitamente lícitos. Não estão a roubar ninguém. Repara que se não houvessem, os riscos da actividade aumentariam, e isso traduzir-se-ia nos preços junto ao consumidor. Isto porque não são suficientes para “fixar” os preços, apenas para os “marcar”.

    O que é preciso é tornar esses “acordos” quase impossíveis para os agentes, o que se faz com mais abertura de mercados e menos regulação. Quanto mais rigidez se impuser, bem pior. Por exemplo, obrigando que todas as bombas de uma marca tenham o mesmo preço (“para o bem do consumidor”), basta um telefonema entre administradores. “Tou, Zeca, sobe dois cêntimos amanhã ao meio-dia”

    Com a liberalização, cada bomba poderá ajustar-se às circunstâncias locais, e será do seu interesse fazê-lo. A concertação de preços passa a ser uma coisa infernal por causa de todas as unidades de gestão envolvias. São coisas que não se resolvem, estalinisticamente, ao mais alto nível, porque uma empresa que fure o acordo, ajustando-se às necessidades do mercado, ganha uma maquia em dinheiro e consideração dos consumidores…

    Nota que a liberalização também lixa a vida às entidades que gostam de fazer de Gestapo. Preços únicos, controle máximo. Milhares de preços, e o poder dessas entidades diminui. É por isso que gostam de defender os preços únicos, em nome do consumidor, e depois à mínima coisa, ficam histéricos (a burocracia é sempre muito altruista)

    Quanto à providência, imagina que o Estado fornecia “alimentação social” a toda a gente. Terias um ou outro supermercado para as elites governativas, e mais nada. Alegarias que sem “alimentação social”, haveria gente a morrer à fome. Mas tens hipers, supermercados, mercearias por todo o lado, bem recheados, com coisas para todas as carteiras, e restaurantes de todo o tipo. Hoje, admites que só os mais miseráveis passam fome, e mesmo assim vês os privados, por caridade, a tratarem do assunto melhor que o Estado.

    É o mesmo com a providência. Tu tratas melhor da tua alimentação, e dos que te são chegados, que qualquer burocrata. Porque não pode ser a mesma coisa com a saúde ou o aforro? Não te esqueças, para o teu “necessário”, da acção _voluntária_ _privada_ de milhões de pessoas (esmagadoramente orientada segundo o seu “interesse próprio”) – obviamente que seriam fiscalmente aliviadas, para que tivessem esse dinheiro. De novo, a burocracia acha que é melhor ser ela a gerir o dinheiro que outros ganharam.

    A providência estatal custa muito às pessoas (via impostos) e presta um serviço péssimo (vá lá, achas mesmo que vais ter uma reforma digna do que descontas?). É uma empresa estatal, onde outras pessoas lidam com dinheiro de terceiros para avançar um “interesse público” que nem sabem bem o que é.

    Continuo a dizer. Digam-me quanto é que eu tenho de ser sacado para dar aos outros, que tributo socialista devo por “solidariedade social”. Quantos euros. Mas que se destina a mim, em termos de escolas, saúde, segurança social, deixem-me investir – ou reaplicar no Estado, porque não. E dêem a mesmas opções a toda a gente. É a chamada “liberdade de escolha”.

    Quanto ao debate, nunca é minha intenção “esmagar” ninguém. Isso mata a discussão. Prefiro plantar a sementinha da dúvida. E esperar que cresça e se torne uma aquelas plantas carnívoras 😀

    Por fim, seria uma honra ser passeado por ti de trela! Woof! 😀

  • lol à tua última frase!

    Em relação à segurança social, concordo inteiramente, acho que as pessoas deveriam ter direito a escolher a ter uma privada, está mais que provado que esta tem gerido muito mal o dinheiro, mais até por fiscalização miserável do que outra coisa.

    Já em relação às IPPs, já não sei se concordo, já que é um facto que elas fazem um melhor trabalho do que as estatais mas…vivem de apoios do estado e nenhuma é totalmente financiada por uma entidade privada.

    Pode ser que, tendo essa liberdade de escolha, escolhesses investir em hospitais e escolas, mas podes ter a certeza que a maioria das pessoas que por aí anda preferiria investir em televisões de plasma e roupa de marca…

    Em relação à justiça, como tencionas que ela se sustente? Paga por entidades privadas? O nível de isenção não seria grande coisa…

    Sou a favor de uma sociedade liberal, mas o cenário que pintas parece-me completamente caótico.

    Tens bons exemplos de economias que funcionam mesmo tendo uma componente social e impostos pesados (Holanda, Inglaterra).

    Conheces este movimento?

    Bjs (e seria preciso muito mais para me melindrares).

  • Woof! 😀

    Hum IPP? Queres dizer IPSCs?

    O que eu defendo é que o Estado, quanto muito, deve ter um papel subsidiário. Traduzindo em miúdos, ou o sistema universal é igual para todos e então tem de ser marginal, ou a sua acção deve concentrar-se em quem não tem mesmo capacidade de sair do buraco, deixando as outras pessoas livres de escolherem o que querem fazer da sua vida. É por pressão de políticos e burocratas que toda a gente tem de penar sob o mesmo único sistema social, o que reduz a riqueza de todos – incluindo os mais “carenciados”.

    Nesta perspectiva, quanto mais próxima for a “ajuda” do Estado, melhor se ajusta às necessidades das pessoas. Eu defendo que a acção social do Estado deve ser gerida a um nível local, localíssimo. O objectivo deve ser ajudar pessoas, não alimentar burocracias. Assim, acho lícito que municípios e freguesias apoiem IPSC privadas, como forma de subcontratação dos serviços sociais… como vês, isto é policamente possível, e inteiramente dentro do bom senso e do “interesse público”.

    Quanto às TVs e roupa, não há como criticar moralmente essas opções. Eu entendo que décadas de socialismo deseducaram pessoas, e por isso pode ser necessário meter-lhes algum juízo na cabeça. Antes de tudo, dizer-lhes que se fizerem de cigarras, o resto das formigas não serão forçadas a ajudar. E há formas de dar a volta a isso, um pouco iliberais e melhores.

    Na Saúde, obrigar as pessoas a gastarem uma percentagem do seu rendimento em produtos de saúde (por exemplo seguros) – isto podia ser feito, mais brandamente, com benefícios fiscais. Na SS, igualmente. Na Educação, o sistema de cheques-ensino: cada criança recebe dinheiro para gastar só em educação, seja no privado, seja no público (que passaria a ter propinas com correspondência com os custos de funcionamento). Assim ajudas _as pessoas_ e não a burocracia. De novo, tudo isto devia ser radicalmente regionalizado – afinal, distribuir dinheiro tem poucos custos administrativos. A seu tempo, quando as pessoas aprendessem “como se ganha uma bandeira”, a coisa poderia ser ainda mais liberalizada – ou não.

    Quanto à Justiça, não falei nisso (não te deixes enganar pela T-Shirt do Gath). Segundo o liberalismo clássico, é uma das funções nucleares e intocáveis do Estado.

    Mas não custa provocar. Grande parte dos grandes diferendos, hoje em dia, são resolvidos por arbitragem privada. A priori, as entidades acordam um terceiro para julgar as divergências. Interessa-lhes escolher a entidade mais isenta, e manter relações comerciais com o interlocutor. À entidade, interessa ser o mais isenta possível, e ter essa reputação no mercado, ou não terá clientes.

    Imagina que concordávamos a priori que se nos chateássemos, era a Cat que dizia quem tinha razão. À primeira vez que a Cat fosse injusta, a parte prejudicada nunca mais ia concordar que ela fosse árbitro. A parte beneficiada com certeza que ficaria a saber que ela se venderia por uma oferta maior. A sua reputação perante terceiros ficaria beliscada ou destruída. A Cat teria todo o interesse (próprio) de ser justa, como a ser o mais clara possível, e mais: a implementar leis claríssimas, que seriam voluntariamente aderidas por nós os dois, para que não houvesse chatices. E assim chegámos ao conceito de lei privada 🙂

    Isto já existe, hoje em dia, muito graças à desgraça da Justiça estatal. É difícil ver como este sistema que descrevo poderia ser universal. Um passo de cada vez, e veremos o horizonte com maior clareza.

    Mas é fácil ver que se há quem a ele recorre, não deixando de pagar a “justiça” estatal, é porque é melhor. Hoje em dia é um luxo, porque tem custos elevados e o Estado fornece um serviço “gratuito”. Mas é intelectualmente interessante pensar como pode ser disponibilizado às pessoas como serviço comercial. Ninguém seria obrigado a aderir a ele, tanto quanto ninguém é obrigado a ir comer ao McDonalds ou a comprar acções do BES. Tal como em qualquer sistema socialista, são aqueles com menos posses que acabam por ver negadas oportunidades…

    Quanto ao cenário “caótico”, garanto-te que já investi muitas horas de pensamento nisto, e não é o caso. Nem eu quero que morra gente porque isso ia fazer muito chinfrim, que horror.

    Se olhares para a tua volta, vês que sem ninguém a mandar (“anarquismo”), tudo se organiza. Quando há regras básicas e gera-se uma “ordem espontânea” (é um conceito muito importante na doutrina liberal). A ordem emerge do caos, quando se permite às pessoas colaborarem. Tu olhas para o que existes e nem pensas que se não existisse, terias dificuldade em aceitar esta realidade como possível.

    É como a anedota do ministro chinês que perguntou a Milton Friedman qual era o maravilhoso segredo do Ministério da Distribuição nos Estados Unidos, para que os supermercados estivessem sempre tão cheios (e na China houvesse racionamento de produtos)… ou, menos comicamente, é o espanto dos alemães de leste quando atravessaram o muro e viram um mundo de abundância… numa sociedade com menos Estado, comprarias os teus serviços “sociais” no mercado, e também não pensarias que tudo se deve a este maravilhoso sistema de coordenação – o capitalismo. Numa ordem controlada, esse conhecimento é-te vedado…

    Quanto ao MLS, conheço, e dá-me comichão. Liberalismo “social” é socialismo light. Dizem que as pessoas só podem ser livres se a sociedade for forçada a ser livre à força. No meu mundo liberal, as pessoas seriam livres, por exemplo, para viver voluntariamente em comunas, ou viver segundo os mandamentos de Shamalamadingdong. Eu não acho graça, mas teria de aceitar. No mundo liberal-social, isto seria proibido por lei, porque não seria liberal. Eu não quero forçar a sociedade a ser como quero, mas estou firmemente convencido que qualquer resultado, propriamente limitado, seria tendencialmente melhor. Eles gostam de uma espécie de construtivismo por via legal. Enfim, conversa que dá pano para mangas…

    Beijinhos

  • cat

    (A Cat agora tem um apito? :D)

  • Não gostas deles mas eles gostam de ti, lincaram-te no blog deles.

    Foi uma boa tentativa e é uma boa teoria, mas do tipo works on paper, na prática continua-me a parecer inaplicável.

    Podes continuar a tentar (para o mail).

    Bjs

  • Ahm, sim, e eu tenho link para eles no meu blogue, e leio-os regularmente… não concordo com tudo o que dizem, mas temos bastante pontos em comum…

    Contra o “continua a parecer-me inaplicável” não consigo argumentar, sentimentos não se refutam…

    …mas insisto que se explicares o processo de mercado a um norte-coreano, ele dirá que pode funcionar no papel– mesmo que ele tenha tido alguma exposição ao mercado negro.

    O que o capitalismo não garante – obviamente- é que se cumpram determinados fins, definidos – esses sim – em papel… 🙂