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Post introspectivo sobre o ofício de blogar em vários tons

10 Comentários
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Depois de escrever um testamento como o de baixo, pergunto-me: será que não estou a perder o meu tempo? Todos os leitores do meu blog pessoal (que são talvez o dobro dos do Geta), ou pelo menos aqueles que me dizem “desculpa, mas aquele blog não tenho mesmo a menor paciência: leio tudo o que escreves, mas aquilo sinceramente, mesmo que seja escrito por ti, não leio, não tenho o menor interesse no tema” e que são a grande maioria, concordariam de imediato que estou a perder o meu tempo, sim. Aqui a escrever sobre coisas que não interessam a ninguém, em vez de gastar esse tempo a escrever outras, lá ou noutro lado qualquer. Mesmo “de mim para comigo” tenho dúvidas: é evidente que só escrevo o que me apetece – como digo mais abaixo, o tempo de meter posts-fréte acabou, porque esses sim, constituem sem qualquer dúvida uma perda do meu tempo, embora possam ter a tal utilidade que alguns leitores procuram aqui – e se não me apetece escrever aqui, escrevo noutro lado, noutro tom, sobre outras coisas. Mas em termos mais racionais: será que não estou a perder o meu (que é muito escasso) tempo? Ou, pelo menos, a geri-lo de forma errada? A preocupar-me com questões psicológicas e comportamentais dos avatares (pamordeus!) em vez de me preocupar, de forma “opinativa”, com questões muito mais importantes? Será que um dia, quando reler este blog (se isso acontecer, que eu nunca releio os meus blogs, é raríssimo, salvo num dos casos, que nem sequer é público, mas sim privado para os meus mais chegados, mas se acontecer) vou comparar, com o meu blog pessoal, datas e acontecimentos e chegar à conclusão que não me lembro do que pensei na altura sobre questões que são bem mais importantes do que estas mais lúdicas e o que registei foi o problema dos vestidos das bonecas?

Eu sei que são tons completamente diferentes. Que este blog é temático e a temática me interessa, em certos aspectos. Que me dá gozo escrever sobre eles, quando estou para aí virada. Mas também me dá igual gozo e, provavelmente, muito mais retorno futuro (porque alguns blogs são isso, registos de hoje para lermos depois) escrever sobre outras coisas.

Tenho que pensar no assunto e gerir este equilíbrio da melhor forma. Mas sinceramente, nem sequer sei se deveria colocar este post aqui ou no blog pessoal. Complicado, isto, quando a coisa se mistura. Uma coisa é certa: muitos mais leitores do meu blog pessoal se interessariam por este post do que leitores do Geta (que vão passar à frente e nem sequer chegarão a esta frase). Seria curioso colocá-lo nos dois blogs e comparar o teor dos comentários.

[e não me digam, ah gostamos muito de ler o que escreves aqui! porque dos outros lados dizem o mesmo e até são mais 😀 Não é isso que está em questão, eu escrevo primeiro para mim e só depois para o leitor; trata-se de uma questão de autor vs tempo disponível e não de pedidos de afagos ao ego]

  • maria

    O que eu fiquei a saber! 😀 Nem sabia que tinhas um segundo blog. 😉

  • Já não sei se comento como Mlee ou como Joanna McLaglen, mas adiante 😉
    Não tenho o GETA no google Reader e não tenho porque me esqueci e esqueci-me porque o tal tema subjacente arredou-se da minha vida e arredou-se da minha vida porque não tenho pachorra para ele … hahahhaa.
    Mas isso sou EU e o TEMA!
    Como dizes e muitíssimo bem, antes demais, nós escrevemos para nós.
    Isto dos blogs tem de começar por ser um exercício de gozo pessoal e enquanto assim for, escreverás tantos blogs e sobres tantos temas, quantos aqueles que te derem gozo.

    É esta a minha visão da coisa, eu, Mlee, que leio o outro e raramente ponho os pés neste, pois tal como escrevo, também leio aquilo com que me identifico.

    A surpresa porém, são posts como este que baralham tudo …

    Oh minha cara, a questão é que, independentemente do tema, a tua escrita é interessante e assim, eu dou por mim a comentar (longamente, por sinal) num blog cujo tema me diz pouco 😉

    Beijinhos grandes

  • sem-se-ver

    o que é o geta?

  • Maria, que coisa estranha, está no template do 100 uma coisa enorme a dizer “O meu outro blog”. E mais, o Miguel, que tb participa(va) neste, tb tem link e ainda meteu uns quantos posts sobre isto.

    Pois é, Mlee, até eu ver este post assinado com o cat m, me dá alguma comichão. Mas a verdade é que abri este blog para não melgar os leitores do lado de lá com histórias do SL e os primeiros posts eram muito mais sobre a minha experiência e etc e tal, do que são agora.
    Mas é isso, temos é que escrever aquilo que nos dá gozo, seja o que for, onde for.
    beijinhos 🙂

    sem-se-ver :DDDD é este blog…(sabe como nós somos, gostamos de meter nomezinhos, é a SOCA, é o GETA :D)

  • maria

    Agora lembro-me sim de já o ter visto/lido.:) A única vez que “entrei” estava lá um post esrito em inglês que desisti logo. 😀

  • “Lá”, Maria, que é “aqui”. 😀

  • *me a ouvir as rodinhas cinzentas no cérebro a fazerem “tak tak tak tak” enquanto vão ganhando velocidade

    Dependendo de quem escreve, os blogs fazem-nos rir, choramingar, encolher os ombros e passar à frente, abrir a boca de tédio, pensar e etc. Para além de quaisquer linhas editorias e marcações mais ou menos institucionais.

    Se queres saber (e mesmo que não queiras olha, agora já embalei), acho uma canseira tar prái a pensar se isto é mais apropriado aqui ou ali. Se é mais tom Geta ou mais tom 100. E se devias dar mais atenção à situação do Fortis ou ao Burning Life.

    São acontecimentos e situações diferentes, que nos chamam a atenção por este ou aquele motivo (ou, pelo contrário, não chamam e todos eles fazem parte desse todo que somos nós. É por isso que eu sou cada vez mais adepta do “embrulhe tudo junto que é pra levar”…

  • maria

    pois Cat 😀 É o que faz clikar no 100 e no Geta 😀 ali e aqui 😀

  • Não considero de todo inapropriado que um artigo no GETA não seja pessoal ou introspectivo; mas eu sou suspeita, pois isso de “produzir artigos por obrigação a falar de coisas importantes e interessantes” não é lá uma “linha editorial” que aprecie… em blogs. Especialmente blogs cujos temas são tão variados e vagos como os do GETA! O GETA vale por isso mesmo: não é “institucional” nem “temático” nem “intelectual”. Há de tudo!… Até mesmo apelos da AnaLu para que se jogue Spore 🙂

    Por isso claro que acho que os teus artigos onde “mudas de tom” sejam totalmente apropriados. Pensa assim: quantos outros blogs sobre o SL em português existem que sejam assim? 🙂 Eu diria que poucos (ou então são blogs pessoais). Ao passo que “blogs deste género” fora do SL são às catrefadas. Pois olha, que chatice, mas eu gosto é mesmo de ler sobre o SL… e gosto do estilo despreocupado, irreverente, e politicamente incorrecto do GETA. Especialmente porque pode ter tanto posts intelectuais como estritamente pessoais e emotivos. Isso é mau? Duvido!…