GetaSecondLife

second thoughts

– Na continuação de “Os extremos também se tocam no Second Life®“, uma análise sobre política e guerra no SL™, em”German Army Beats Unbearable “French Lag” no The Second Life Herald;

– muitos utilizadores não usam o mapa do SL, é uma ferramenta pouco prática – daí que tenha surgido uma ideia de integração vertical aos senhores da Google: “Google To Build Second Life® Metaverse On Google Earth In China?“;

– com a divulgação do código do SL (o open-source), não só novos clientes deverão aparecer: também novos servidores – é uma questão de tempo até o Linden Lab® os integrar na rede geral – “Unauthorized Second Life® server lives” no Second Life Insider;

– algumas divagações tecno-tecnológicas, em “Second Life, Darwin, and God” do MIT Review— Deus é um programador?;

– uma análise sócio-económica do SL™, um pouco esquerdista, mas interessante: “My big, fat, lily-white Second Life®” no The Register;

– “What Happens In Second Life®, Stays In SL™“, um jornalista confuso com o roleplay extremo da SL™;

  • Só li o último, e confuso é o termo indicado. O homem anda ali à volta da história dos nomes sem passar daquilo…Tanta coisa interessante que haveria para escrever sobre o assunto…

  • jornalistas…

  • Winter

    Pois que li o artigo do Register e não é que acho que a criatura tem razão? Um pouco extremado o discurso, mas não deixa de ser verdade tudo o que ele diz, principalmente no que diz respeito às “classes sociais” que têm acesso ao SL (nem todos somos geeks/nerds de tecnologia, mas enfim).
    O “white paradise” sobre o qual ele fala parece ser uma realidade, em quase 3 meses nunca encontrei um avi negro (só um afro-americano um tanto pálido). Mas será por os avis iniciais não terem essa cor, por muito escura que se coloque a skin, e as peles negras não estarem à venda nos sítios mais comuns? Não serão os próprios indivíduos de raça negra que se “protegem” atrás de um avi branco com medo da exclusão?
    Tenho de começar a falar de raças nas conversas in world… pode ser que descubra 🙂

    Quanto ao senhor jornalista baralhado acho que podia ter feito um artigo com uma linha: Os Avis no SL não revelam as suas identidades RL. Poupava-nos ao discurso circular hehehe

  • Joanna McLaglen

    Quanto ao jornalista baralhado: “people who live in their mothers’ basements”??????. E eu que acordei às 7:30 da matina para me fazer à vida no primeiro dos meus dois empregos que me permitem pagar a prestaçãozinha do meu T2!!!! (enfim, baralhanços à parte, até concordo com uma ou duas coisas que são ditas…).

    De facto, Winter também nunca vi nenhum preto …

    Os outros, leio mais tarde.

  • Alguns pequenos comentários 🙂

    # As especulações sobre o Google são ainda do tipo “não há fumo sem fogo”; é pouco provável que se esteja a especular tanto sobre o que o Google está a fazer se eles não estivessem, de facto, a fazer qualquer coisa. Provavelmente é algo simples: O Google Earth é um fascínio tecnológico, e provavelmente tem milhões e milhões de utilizadores, mas… depois de descobrirmos onde está a nossa casinha e a dos nossos amigos, que mais há para fazer no Google Earth? Nada. A utilização média do Google Earth por parte desses milhões de utilizadores deve ser de 5 minutos por mês. Isso é mau para os anunciantes. Colocando lá uns avatares, e pagando para fazer upload de uns SketchUps, justificará que as pessoas estejam “online no Google Earth” mais tempo. E assim os anúncios já farão sentido. Será, pois, um gigantesco “mundo virtual com paisagem real” que terá sem dúvidas milhões e milhões de utilizadores — todos contribuindo para a Google vender mais uns AdSensezitos 🙂

    # Há um projecto bem mais interessante e muito menos secreto para criar servidores “compatíveis SL” em modelo Open Source: http://opensecondlife.org/ que é patrocinado pela Electric Sheep Company 🙂

    # A questão de porque é que os avatars no SL são maioritariamente brancos já foi uma vez revista pelo Hamlet Au: http://nwn.blogs.com/nwn/2005/03/the_freeform_id.html e, mais chocante, aqui: http://nwn.blogs.com/nwn/2006/02/the_skin_youre_.html

    # “Role-playing is an essential part of Second Life”. Hmm. Claro que cada qual tem a sua opinião dependendo das pessoas com quem contacta e com quem fala. No entanto, pessoalmente, esta noção de que “todos gostamos de role-playing no SL” não me convence muito… prefiro a opinião do Lys Ware: http://slcreativity.org/wiki/index.php?title=Augmentation_vs_Immersion

    Neste artigo, são colocadas lado a lado duas filosofias particulares de encarar a nossa relação pessoal com o Second Life. A geração inicial de residentes era efectivamente mais “imersionista” — gostávamos de pensar que o SL era um “universo próprio”. A actual é mais “aumentista” — o SL é apenas uma forma de estender as nossas capacidades humanas noutros meios (como a possibilidade de estar em reuniões com pessoas de todo o mundo ao mesmo tempo, e colaborarmos num projecto conjunto em tempo real que é construído à nossa frente). Não há uma visão “correcta” nem “errada” — ambas são válidas, embora com o tempo, a filosofia imersionista tenha uma certa tendência a desparecer. No entanto, a fundação do SL, as suas regras de conduta, e a protecção da pseudonimidade (não do anonimato; todos estamos muito bem identificados 🙂 ) estiveram enraizadas numa filosofia imersionista.

    É verdade que isto complica o trabalho dos jornalistas. O artigo no SL Herald da Eloise Pasteur http://www.secondlifeherald.com/slh/2006/11/rl_and_sl_ident.html mostra bem como a questão de acrescentar “dados reais” não aumenta, por si só, o valor da informação prestada por um jornalista. Os exemplos mais concretos são as entrevistas dadas por estrelas de cinema ou atletas desportivos, usando os seus pseudónimos artísticos/desportivos — se fosse comunicado ao público quais os seus verdadeiros nomes, quem é que saberia de quem se estava a tratar? Esta questão é tudo menos óbvia, trivial, ou simples. Talvez aqui a dificuldade esteja no facto de existir uma grande tradição do pseudónimo nos meios artísticos — uma elite, que tem regras “especiais” e sempre as teve — enquanto que nas “massas” (ou seja, nós, reles humanos normais que estamos no SL) foram tradicionalmente tratadas de outra forma: quem não quer dar o seu verdadeiro nome é porque tem algo a esconder!

    É curiosamente estranho que este artigo seja publicado por um americano — quando nos Estados Unidos qualquer pessoa é livre de adoptar o nome que muito bem quiser (sem burocracias), desde que não seja usado para fins ilegítimos. Em Portugal isso não acontece, claro. Mas a protecção do direito ao pseudónimo é garantida pelas convenções que regulam a propriedade intelectual, e ao pseudónimo é dado o mesmo direito que ao nome do autor.

    Pensando mais sobre o assunto: um artigo já com uns anitos sobre a noção do texto (ie. o chat que escrevemos, os posts nos blogs…) ser de facto uma identidade: http://www.bc.edu/bc_org/avp/law/st_org/iptf/commentary/content/1999060507.html#Heading5

    É muito interessante 🙂

  • cat

    (Gwyn, desculpa! O akismet tinha “comido” o teu comentário!)