GetaSecondLife

Eles comem tudo

Hacienda llama a Second Life®” (La Vanguardia):

Cuando acaba una partida de Monopoly, nadie pretende retener la propiedad de un hotel. El juego on line Second Life® ha llevado mucho más lejos su imitación lúdica de la economía capitalista. Tan lejos, que han surgido propuestas para gravar el universo virtual de Second Life® con un impuesto sobre el patrimonio.

Second Life® reconoce a sus residentes (se llaman a sí mismos lifers) el derecho de propiedad sobre sus creaciones virtuales. Philip Rosedale, el inventor, explica que se inspiró en la lectura del economista peruano Hernando de Soto, de quien aprendió que la superioridad del capitalismo occidental se fundamenta en la propiedad inmobiliaria.

  • Jose Flamand

    Gath, eu nem me atrevo a meter com a visão jurisdicional , e menos ainda com juízos sobre direito e propriedade de bens físicos ou intangíveis. O que sei é que à medida que vou envelhecendo cada vez vou escutando melhor as palavras que ouvia daqueles que então estavam “envelhecendo”. E do meu pai sempre ouvi dizer que no fim, depois de tudo acontecer, ou de tudo o que possa acontecer, a unica coisa que terá materialmente relevância, aquilo a partir do qual tudo o que é posse física se equaciona, são as terras, isso que pisamos, essas diversas parcelas em que os homens dividiram o mundo, e de que alguns, os ‘verdadeiramente’ mais ricos, são proprietários. Tudo o resto – dizia ele – vale o que vale. Cada vez isso para mim faz mais sentido. É por isso que não acredito num universo de valoração simulada como o SL, ou qualquer outro, que não tenha sítio onde eu sinta que pouso os pés, ou seja, onde o ‘material’ não existe e onde, quando falamos de bens, estamos a entrar num universo especulativo onde nada pode ser indexado a algo que funcione verdadeiramente como um padrão. Mas isto sou eu a falar, eu que devo ter nascido para agricultor e que continuo a achar que o mundo que pode ser valorizado ainda é aquele onde eu ainda não consigo tocar o sol quando nasce .

  • Jose Flamand

    e isto que me atrevo a achar vale aqui para a questão material, a da posse, mas nota que atrás dela trás todas as outras questões. Presumir que possa haver uma ética no SL, algo que seja mais que um chat com uns scripts sofisticados, é uma enorme ilusão colectiva, assim tipo woodstock virtual, talvez durando mais de 6 dias, mas não mais de 6 anos. Pelo menos, espero que não (caso contrário, daqui a 6 anos, já nem a padaria onde compro o pão funciona, nem o mecânico onde deixo o carro existe, e a unica coisa que se sentirá real é o meu estomago faminto gritando por uma fome inconcebível para os servidores do SL). 🙂

  • Este meu avatar Jose Flamand saiu-me um belo matarruano, e ainda por cima com uma verve incontinente. A ver se volta lá para o SL … o palhaço … desculpai

  • Jose Flamand

    *traz

    (e ainda por cima tem a mania que é rigoroso)

  • Zé, tens toda a razão, as pessoas não podem viver fisicamente no SL.

    O que digo é que este tipo de ambiente será muito mais frequente no futuro – e banal – e dependerás dele, porque será mais barato encontrar por essa via os bens e serviços que tu precisas.

    Por exemplo, eu aposto o que quiserem que dentro de cinco anos, no máximo, supermercados virtuais permitirão fazer compras de mercearia para entrega ao domicílio RL. A coisa deixa de ser ilusão, como homebanking não é uma ilusão, é uma ferramenta.

    Se para as pessoas reais, ter propriedade virtual é uma brincadeira, para as empresas que agirão por estes meios, é uma segurança e um investimento – e para isso precisam de direitos de propriedade – tal como tens, contratualmente, no teu banco virtual.

  • Jose Flamand

    Apostas em euros ou lindens? 🙂 🙂 😉

  • Heheheh 😀

    Chegando a este ponto, renego tudo o que eu disse, e exijo euróis, que essa porcaria dos lindólares não dá para o whiskey! 😀

  • Cat

    Ahahahahahahah. Não há nada como o tilintar das moedas para reduzir tudo à sua dimensão real. 😀

  • Jose Flamand

    lá está! uns belos hectares do vil metal e a gente volta a entender-se não é? 😉 falavamos portantos de …

  • Cat

    …mas também tens visa, tazaver. 😀

    O que é giro é que têm os dois razão.

  • Jose Flamand

    E extrudida* a questão material, e aflorada a questão ética, gostaría ainda de acrescentar um outro plano: a vertente sexual, epá, essa do sexo virtual nem preciso de me lembrar do que o meu pai dizia, que aqui é mesmo assim – não há xicha para agarrar não há sexo, e ponto final!

    * é importante que se perceba o que é mecanicamente a extrusão: trata-se de um processo em que o material, normalmente aço, mas não necessariamente, é empurrado/puxado passando por uma forma, chamada de alfeça, (pode ser a frio ou a quente) ganhando a forma desta. Por exemplo, os perfis de aluminio das janelas é assim que são feitos. As crianças, quando nascem com as cabeças abobadadas … ai, este exemplo agora não foi o melhor. Espero que tenham percebido a ideia da extrusão, aqui aplicada em sentido figurativo.

    (Cat, pois temos!)

  • Jose Flamand

    (tenho receio que neste ultimo comentário tenha sido demasiado “material”)

  • ah pois é. Então para que te dás sequer ao trabalho, zé?

  • HHeheheh

  • Jose Flamand

    pois Tess, é isso. Fiquei um bocado acabrunhado agora

  • Tripto Antwerp

    Eu sei ke sou ruiva e burrita, e que eventualmente por muito que tente, nunca conseguirei extravasar os meus pensamentos em correntes de uma forma tão palavrosa como o josé e o gath…Só para dizer gath, que os supermercados já têem de facto sites on line onde já podes fazer as compritas sem sair de casita…num precisa esperar cinco anitus…
    jitus pa todos

    T

  • Tripto,

    O José não é palavroso! Ele gosta é de acção, não de palavras como bem se pode ver!

    Eu sei dos supermercados online… listas de produtos com umas fotografias rafeiras… mas que tal supermercados e centros comerciais a 3D, recheados e informação constantemente actualizada?

    E porque não o teu avatar ter algures lá escondida informação, das tuas medidas por exemplo, e poderes fazer reservas e mesmo compras de roupas, ou dos teus padrões de compra, como na Amazon, e a cada visita as lojas adaptarem-se a ti? 🙂

  • Jose Flamand

    ah ah ah , pois é assim mesmo, como o Gath diz!

  • E pela parte que me toca, ainda bem q assim é zé 😉

  • Jose Flamand

    Mas era justamente disso que falávamos Tess: é que para mim não “toca” !, ou melhor, são só palavras, e é no reino das palavras (sem supermercados e avatares rechonchudos e toques) que eu concebo por aqui andar, com os pés na terra, ou melhor, na escrita, que é essa o único horizonte que aqui e no SL consigo vislumbrar para além desses maravilhosos por-de-sol feitos de bites.

  • Ui, essa doeu. É a segunda vez q sou trocada na SL. A coisa consegue resultar mesmo pior do que na primeira.

  • Jose Flamand

    ‘trocada’ ou ‘tocada’ ? 😉

  • Trocada mesmo!