Stillpink Sandgrain e Tea Gupte: dois furry avatares que conheci em Teal, um dos meus sims (*) favoritos.

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Estive a falar com elas, não só por serem as donas do sim, mas por serem muitíssimo simpáticas. São residentes antigas no SL™ e, para além de todas as variadíssimas razões que levam as pessoas a ligarem-se ao SL™, descobri ainda outra.

Nas palavras da mãe, Stillpink Sandgrain, “You can say you met a REAL mother/daughter combo, meeting in a virtual world, living on virtual LAND, who miss each other SO VERY MUCH in real life, but they can be together here every day. And I can be sure she is SAFE ONLINE. The very BEST place to be online!”

É quase uma estalada na cara. Uma pessoa esquece-se sempre que estão ali pessoas reais. Há alguma (dependerá das pessoas, como é evidente) ligação entre a pessoa real e o seu avatar que, no meu caso, não é muita; é uma ferramenta gira para interagir com um programa e o autor está desligado, lá atrás, a beber uma chávena de chá e a fazer outras coisas: a tendência é manter um certo distanciamento. Estas duas pessoas, mãe e filha, estão ali para estarem uma com a outra, já que estão fisicamente afastadas na vida real. E a mãe toma conta da filha na net. Pareceu-me uma razão muito curiosa e, de alguma forma, tocante.

* Para facilitar a compreensão, embora a explicação possa não ser muito técnica: um sim no SL™ é como se fosse um site na net. É um espaço privado que pertence a alguém que o abre ao público (ou não).