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	Comentários em: De Malthus ao Sonic	</title>
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	<description>Blog português sobre a realidade virtual do metaverso Second Life™</description>
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		<title>
		Por: Gath Forager		</title>
		<link>https://getasecondlife.net/2007/01/second-life-geral/de-malthus-ao-sonic/comment-page-1/#comment-1020</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gath Forager]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2007 12:56:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&lt;em&gt;A Internet foi desenvolvida por uma agência de defesa do Estado; a Web surgiu a partir de um laboratório de investigação europeu público; o Linux foi inicialmente financiado pelo Estado finlandês;&lt;/Em&gt;

As inovações são feitas por pessoas, e há muito boa gente empregue pelo Estado. Esse argumento não refuta o facto da esmagadora maioria das inovações partir do sector privado, incluindo nas novas tecnologias - para dizer a verdade, desde essas &quot;sementes&quot; que não se vê nada de novo, estatal, no sector - a não ser mais e mais entraves à inovação.

A questão é: onde estaria a net, a web, o linux, se continuassem a ser sistemas geridos por políticos e burocratas? :)

Também daqui a cem anos viajar ao espaço vai ser banal, mas sobretudo vai ser um sector privado, como é hoje, na sua maioria, o transporte aéreo. (e onde estaria o transporte aéreo se fosse estatal?) A malta vai lembrar-se da NASA, pois que façam. Só espero que não percam de vista que isso não é qualquer justificação para a manutenção de sistemas de economia socialista para lá de uma fase em que o mercado consegue tomar conta da coisa.

&lt;em&gt;em compensação, hoje em dia nos EUA as câmaras municipais querem abrir redes sem fio para que a população das zonas não abrangidas pelos serviços das empresas privadas possa aceder à Internet e mesmo assim as entidades reguladores não o permitem…&lt;/em&gt;

É caso para dizer que uma mão não sabe o que a outra faz. :)

&lt;em&gt;O problema é que o capitalismo arroga-se à perfeição, pois é como um vírus que invade o “Estado” e tudo o que apanhe pela frente. Ele não permite contestação. Ele não tolera a diferença. Daí o surgimento de monopólios.&lt;/em&gt;

O capitalismo é o sistema de transacções económicas livres e voluntárias. A liberdade é contagiosa. E não tolera despotismos. E depois?

Quanto à formação de monopólios, repito, não há casos históricos, que não tenham tido ajuda do Estado, e que não existiriam a não ser pelo auxílio do Estado. Esse é um mito sem fundamento económico. Mas com certeza com muita implantação ideológica. A ignorância também é contagiosa.

&lt;em&gt;onde os oligopólios e os monopólios utilizam a sua posição privilegiada de modo a que &lt;strong&gt;o estado manipule o mercado&lt;/Strong&gt; em seu benefício” (Michel Bauwens).&lt;/em&gt;

(bold meu) I rest my case.

&lt;em&gt;Como resultado, os mais fracos e os desprotegidos, porque não produzem, não têm direito sequer à segurança social e à saúde.&lt;/em&gt;

Não existe um &quot;direito natural&quot; à segurança social e à saúde. É uma construção política. Que tem os seus custos. Como não há &quot;almoços grátis&quot;, o dinheiro para pagar esses &quot;direitos&quot; têm de vir de algum lado. E isso tem custos. Onde estas teorias foram aplicadas em força, a miséria instalou-se, houve regressão económica - as pessoas ficam iguais, mas na pobreza. Outros sistemas, mais &quot;equilibrados&quot;, têm de parasitar a criação de riqueza - que acontece a todos os níveis económicos. Tendem para a estagnação económica.

Não me oponho a que haja uma redistribuição moderada. Digam-me quanto tenho de pagar e especifiquem quem recebe. Que seja. O problema é que para corrigir hipotéticas &quot;falhas de mercado&quot;, incorre-se em necessárias &quot;falhas de governo&quot;. Ninguém sabe melhor do que cada pessoa o que é bom para si. Mas mesmo assim o Estado entende administrar e gerir &quot;sistemas sociais&quot; (Saúde, Educação, Segurança Social) como gere empresas públicas - ruinosamente. É preciso pôr um fim a isso. Se querem ajudar pessoas, tirem a uns e dêem a outros. Dinheiro. Cheques-ensino, -saúde, -aforro, o que seja. Mas dêem liberdade de escolha às pessoas.

&lt;em&gt;O capitalismo apenas vê mercadorias onde há pessoas e objectos.&lt;/em&gt;

O capitalismo não mete etiquetas nas pessoas. Para isso era preciso uma autoridade central. Que só pode existir em sistemas anticapitalistas. Mais. Qualquer sistema anticapitalista é instável se não existir uma autoridade central. Que é obrigada a meter etiquetas nas pessoas.

&lt;em&gt;A questão que que se coloca é o seguinte: será que um modelo económico que cria mais problemas do que resolve,&lt;/em&gt;

Melhor saúde, melhor educação, melhor alimentação, melhor habitação, mais qualidade de vida, mais entretenimento, etc etc?

&lt;em&gt;que discrimina a grande maioria da humanidade&lt;/Em&gt;

Os chineses e indianos estão felizes da vida por estarem a ser discriminados. A China apresentou o ano passado 10,4% de crescimento. Dez vezes mais que nós. Quem dera a outros povos pobres serem discriminados pelo capitalismo e mercados livres. Quem me dera ser discriminado e que viessem cá explorar os meus salários baixos. Tipo grandes e maldosas multinacionais. E que me levassem tipo escravo para os EUA ou Bangalore para ser oprimido pelo neoliberalismo selvagem &#062;)

&lt;em&gt;e que é alvo de contestação por boa parte dessa maioria&lt;/em&gt;

É curisoso que eu só vejo gente branca do mundo rico a protestar. Os pobres que estão empregues não se queixam mundo. E depois há os que entendem que merecem que o Estado roube para eles. Mas essa é outra questão ética.

&lt;em&gt;deve-se procurar novas alternativas que corrigem as falhas do capitalismo sem termos receio do papão do comunismo e fascismo.&lt;/Em&gt;

Formas alternativas às livres e voluntárias trocas económicas implica criminalizar a liberdade económica. Been there, done that.

&lt;em&gt;Porque o capitalismo é na sua forma actual apenas mais uma espécie de ditadura, a do mercado, porque não permite a coexistência de outros sistemas económicos.&lt;/em&gt;

O mercado somos todos nós, que podemos obrigar &quot;o grande capital&quot; a servir-nos - ou passamos para a concorrência. De resto, outros sistemas económicos são possíveis. Implementem-nos, só não obriguem ninguém a contribuir para eles. Digo mais: só são possíveis porque tudo o que precisarem podem adquirir na economia de mercado que tanto rejeitam.

Peace and love e abre-me aí o iTunes porque quero descarregar aquela música contra a exploração capitalista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A Internet foi desenvolvida por uma agência de defesa do Estado; a Web surgiu a partir de um laboratório de investigação europeu público; o Linux foi inicialmente financiado pelo Estado finlandês;</em></p>
<p>As inovações são feitas por pessoas, e há muito boa gente empregue pelo Estado. Esse argumento não refuta o facto da esmagadora maioria das inovações partir do sector privado, incluindo nas novas tecnologias &#8211; para dizer a verdade, desde essas &#8220;sementes&#8221; que não se vê nada de novo, estatal, no sector &#8211; a não ser mais e mais entraves à inovação.</p>
<p>A questão é: onde estaria a net, a web, o linux, se continuassem a ser sistemas geridos por políticos e burocratas? 🙂</p>
<p>Também daqui a cem anos viajar ao espaço vai ser banal, mas sobretudo vai ser um sector privado, como é hoje, na sua maioria, o transporte aéreo. (e onde estaria o transporte aéreo se fosse estatal?) A malta vai lembrar-se da NASA, pois que façam. Só espero que não percam de vista que isso não é qualquer justificação para a manutenção de sistemas de economia socialista para lá de uma fase em que o mercado consegue tomar conta da coisa.</p>
<p><em>em compensação, hoje em dia nos EUA as câmaras municipais querem abrir redes sem fio para que a população das zonas não abrangidas pelos serviços das empresas privadas possa aceder à Internet e mesmo assim as entidades reguladores não o permitem…</em></p>
<p>É caso para dizer que uma mão não sabe o que a outra faz. 🙂</p>
<p><em>O problema é que o capitalismo arroga-se à perfeição, pois é como um vírus que invade o “Estado” e tudo o que apanhe pela frente. Ele não permite contestação. Ele não tolera a diferença. Daí o surgimento de monopólios.</em></p>
<p>O capitalismo é o sistema de transacções económicas livres e voluntárias. A liberdade é contagiosa. E não tolera despotismos. E depois?</p>
<p>Quanto à formação de monopólios, repito, não há casos históricos, que não tenham tido ajuda do Estado, e que não existiriam a não ser pelo auxílio do Estado. Esse é um mito sem fundamento económico. Mas com certeza com muita implantação ideológica. A ignorância também é contagiosa.</p>
<p><em>onde os oligopólios e os monopólios utilizam a sua posição privilegiada de modo a que <strong>o estado manipule o mercado</strong> em seu benefício” (Michel Bauwens).</em></p>
<p>(bold meu) I rest my case.</p>
<p><em>Como resultado, os mais fracos e os desprotegidos, porque não produzem, não têm direito sequer à segurança social e à saúde.</em></p>
<p>Não existe um &#8220;direito natural&#8221; à segurança social e à saúde. É uma construção política. Que tem os seus custos. Como não há &#8220;almoços grátis&#8221;, o dinheiro para pagar esses &#8220;direitos&#8221; têm de vir de algum lado. E isso tem custos. Onde estas teorias foram aplicadas em força, a miséria instalou-se, houve regressão económica &#8211; as pessoas ficam iguais, mas na pobreza. Outros sistemas, mais &#8220;equilibrados&#8221;, têm de parasitar a criação de riqueza &#8211; que acontece a todos os níveis económicos. Tendem para a estagnação económica.</p>
<p>Não me oponho a que haja uma redistribuição moderada. Digam-me quanto tenho de pagar e especifiquem quem recebe. Que seja. O problema é que para corrigir hipotéticas &#8220;falhas de mercado&#8221;, incorre-se em necessárias &#8220;falhas de governo&#8221;. Ninguém sabe melhor do que cada pessoa o que é bom para si. Mas mesmo assim o Estado entende administrar e gerir &#8220;sistemas sociais&#8221; (Saúde, Educação, Segurança Social) como gere empresas públicas &#8211; ruinosamente. É preciso pôr um fim a isso. Se querem ajudar pessoas, tirem a uns e dêem a outros. Dinheiro. Cheques-ensino, -saúde, -aforro, o que seja. Mas dêem liberdade de escolha às pessoas.</p>
<p><em>O capitalismo apenas vê mercadorias onde há pessoas e objectos.</em></p>
<p>O capitalismo não mete etiquetas nas pessoas. Para isso era preciso uma autoridade central. Que só pode existir em sistemas anticapitalistas. Mais. Qualquer sistema anticapitalista é instável se não existir uma autoridade central. Que é obrigada a meter etiquetas nas pessoas.</p>
<p><em>A questão que que se coloca é o seguinte: será que um modelo económico que cria mais problemas do que resolve,</em></p>
<p>Melhor saúde, melhor educação, melhor alimentação, melhor habitação, mais qualidade de vida, mais entretenimento, etc etc?</p>
<p><em>que discrimina a grande maioria da humanidade</em></p>
<p>Os chineses e indianos estão felizes da vida por estarem a ser discriminados. A China apresentou o ano passado 10,4% de crescimento. Dez vezes mais que nós. Quem dera a outros povos pobres serem discriminados pelo capitalismo e mercados livres. Quem me dera ser discriminado e que viessem cá explorar os meus salários baixos. Tipo grandes e maldosas multinacionais. E que me levassem tipo escravo para os EUA ou Bangalore para ser oprimido pelo neoliberalismo selvagem &gt;)</p>
<p><em>e que é alvo de contestação por boa parte dessa maioria</em></p>
<p>É curisoso que eu só vejo gente branca do mundo rico a protestar. Os pobres que estão empregues não se queixam mundo. E depois há os que entendem que merecem que o Estado roube para eles. Mas essa é outra questão ética.</p>
<p><em>deve-se procurar novas alternativas que corrigem as falhas do capitalismo sem termos receio do papão do comunismo e fascismo.</em></p>
<p>Formas alternativas às livres e voluntárias trocas económicas implica criminalizar a liberdade económica. Been there, done that.</p>
<p><em>Porque o capitalismo é na sua forma actual apenas mais uma espécie de ditadura, a do mercado, porque não permite a coexistência de outros sistemas económicos.</em></p>
<p>O mercado somos todos nós, que podemos obrigar &#8220;o grande capital&#8221; a servir-nos &#8211; ou passamos para a concorrência. De resto, outros sistemas económicos são possíveis. Implementem-nos, só não obriguem ninguém a contribuir para eles. Digo mais: só são possíveis porque tudo o que precisarem podem adquirir na economia de mercado que tanto rejeitam.</p>
<p>Peace and love e abre-me aí o iTunes porque quero descarregar aquela música contra a exploração capitalista.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Gath Forager		</title>
		<link>https://getasecondlife.net/2007/01/second-life-geral/de-malthus-ao-sonic/comment-page-1/#comment-1019</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gath Forager]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2007 12:02:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&lt;em&gt;as sociedades primitvas de partilha “falharam” porque se baseavam na partilha de bens materiais, logo rivais e excluentes, como a àgua e a terra. Isso gerou inevitáveis regulações e hierarquias&lt;/em&gt;

De novo, bens escassos. A partilha como sistema económico gera a chamada &quot;tragédia dos comuns&quot;. &quot;Tragédia&quot;, aqui, não quer dizer que seja &quot;má&quot;, apenas quer dizer que é inevitável. Consiste este fenómeno no processo pelo qual um dado bem comum é sobre-explorado porque ninguém tem vantagens em poupá-lo (ou outra pessoa vai lá consumi-lo). É o caso de um campo de pasto. Nenhum pastor se lembrará de deixar o campo recuperar, porque outros pastores poderão ir lá pastar o seu gado, e o primeiro fica a vê-los. Logo, há tendência para o campo se esgotar.

Este sistema leva a que mais cedo ou mais tarde, haja quem se proclame &quot;chefe dos pastores&quot; (líder tribal, rei, secretário-geral, etc), e que decrete quem pode pastar e durante quanto tempo - socialismo. Aquela sociedade perde liberdade política e económica. Algumas pessoas ficam privadas de pastarem (se forem amigas do poder, ajuda), outras tornam-se monopolistas da actividade, e passa o tempo e ninguém se lembra que os campos poderiam ser usados para construir casas, oficinas, etc - porque há interesses instituidos. Ou lembram-se, e os antigos &quot;direitos&quot; vão à vida. Inevitável.

Foi por isso que a Revolução Industrial começou com os enclosures - quando a propriedade pública foi retalhada em propriedade privada, e a propriedade privada passou a ser fechada. Não digo que não tenha havido brutais injustiças. Mas o facto é que esse novo sistema económico permitiu uma prosperidade sem precedentes. Hoje quase ninguém trabalha no campo....

&lt;em&gt;Agora, quando a partilha se refere a bens não-rivais como a informação, que pode ser infinitamente reproduzida e que requer o livre acesso para que possa ser processada e modificada, gera-se um ambiente de abundância onde todos podem contribuir livremente de acordo com as suas capacidades e obter o que necessitam.&lt;/em&gt;

É fabuloso. Por muito que a palavra (ou a conjugação de palavras) possa chocar, é anarco-capitalismo em acção. É capitalismo porque é um sistema baseado na livre e voluntária colaboração das pessoas. E anárquico porque não tem &quot;governantes&quot; (é essa a raiz etimológica da palavra).

E ninguém morre, ninguém é excluído, todos podem participar- e há ordem, uma ordem espontânea, a mesma ordem que verificamos no mercado, sem ninguém dizer quantas fábricas há, quantas lojas há, quem tem o quê, e quem pode negociar com quem, etc.

O erro é dissociar essa maravilha com o facto desses sistemas não surgirem do nada. Os servidores custam dinheiro, as pessoas que os mantêm também, há conteúdos que as pessoas têm todo o direito de proteger-- se conseguirem. Pessoalmente, eu acho que não existe o direito de &lt;em&gt;enforcement&lt;/em&gt; legal da esmagadora maioria dos &quot;direitos de propriedade intelectual&quot;, porque isso já é controlo estatista de um ambiente que nenhuma burocracia poderá administrar...

&lt;em&gt;No mercado, apenas aqueles que têm poder de compra podem satisfazer as suas necessidades. Por isso, o capitalismo nunca terá em conta a participação de todos; existirão sempre os excluídos, aqueles cuja vida não vale nada.&lt;/Em&gt;

Todos nós temos necessidades que não podemos satisfazer, e é utópico que consigamos satisfazê-las todas. É utópico pensar que políticos ou burocratas algum dia saberão melhor do que nós o que nós necessitamos, e nos providenciem isso.

Essa caracterização do capitalismo tem sido repetidamente falha. Não faz parte do capitalismo excluir ninguém, antes pelo contrário, faz parte incluir. Mas possivelmente não de uma forma que utópicos gostariam perfeita.

Numa sociedade livre, toda a gente tem utilidade. Há lugar para super-estrelas, por causa de capacidades extraordinárias, ou sorte, ou herança, whatever, e para uma massa de gente medíocre, por causa de capacidades que toda a gente pode ter, incluindo super-estrelas. É da natureza humana, e tentar mudá-la por decreto costuma ter efeitos desastrosos.

Caramba, até eu gostaria de ganhar como o Cristiano Ronaldo, mas infelizmente não posso oferecer aos milhões de adeptos de futebol as mesmas demonstrações de perícia. E caramba, milhares de pessoas gostariam de fazer o que eu faço, mas milhares de pessoas não têm capacidades para fazer projectos de engenharia, mesmo com formação para tal - nem o Cristiano Ronaldo. Eu gostava de estar ao nível do meu chefe, e tenho capacidades para tal, mas tenho de trabalhar no duro. E estão mais perto do meu nível os estagiários que coordeno, mas terão de trabalhar no duro. Não há excluídos...

Faz parte do capitalismo - repito, do sistema económico que resulta da liberdade económica das pessoas - que pessoas de semelhantes capacidades e valor para a sociedade sejam semelhantemente remuneradas - acontece que nem todos somos extraordinários, muito bons, bons, medíocres, ou maus...

Mas repito, não há excluídos que estejam dispostos em fazerem-se úteis, material ou espiritualmente. O mais pobre diabo pode ser empregue a fazer um trabalho que &quot;mais ninguém quer&quot;. Para que um dia, com esforço, possa melhorar a sua condição e a condição da sua familia e descendência. É essa a ética do capitalismo: a vida é lixada, se queremos que seja melhor, façamos por isso.

Quando não ha intervencionismo &quot;humanista&quot;, há um espectro contínuo e natural de actividades e ocupações. Quando há, começa a haver excluídos - por exemplo os que não podem trabalhar abaixo de uma determinada remuneração, ou os super-profissionais que nunca chegam a existir porque há tectos salariais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>as sociedades primitvas de partilha “falharam” porque se baseavam na partilha de bens materiais, logo rivais e excluentes, como a àgua e a terra. Isso gerou inevitáveis regulações e hierarquias</em></p>
<p>De novo, bens escassos. A partilha como sistema económico gera a chamada &#8220;tragédia dos comuns&#8221;. &#8220;Tragédia&#8221;, aqui, não quer dizer que seja &#8220;má&#8221;, apenas quer dizer que é inevitável. Consiste este fenómeno no processo pelo qual um dado bem comum é sobre-explorado porque ninguém tem vantagens em poupá-lo (ou outra pessoa vai lá consumi-lo). É o caso de um campo de pasto. Nenhum pastor se lembrará de deixar o campo recuperar, porque outros pastores poderão ir lá pastar o seu gado, e o primeiro fica a vê-los. Logo, há tendência para o campo se esgotar.</p>
<p>Este sistema leva a que mais cedo ou mais tarde, haja quem se proclame &#8220;chefe dos pastores&#8221; (líder tribal, rei, secretário-geral, etc), e que decrete quem pode pastar e durante quanto tempo &#8211; socialismo. Aquela sociedade perde liberdade política e económica. Algumas pessoas ficam privadas de pastarem (se forem amigas do poder, ajuda), outras tornam-se monopolistas da actividade, e passa o tempo e ninguém se lembra que os campos poderiam ser usados para construir casas, oficinas, etc &#8211; porque há interesses instituidos. Ou lembram-se, e os antigos &#8220;direitos&#8221; vão à vida. Inevitável.</p>
<p>Foi por isso que a Revolução Industrial começou com os enclosures &#8211; quando a propriedade pública foi retalhada em propriedade privada, e a propriedade privada passou a ser fechada. Não digo que não tenha havido brutais injustiças. Mas o facto é que esse novo sistema económico permitiu uma prosperidade sem precedentes. Hoje quase ninguém trabalha no campo&#8230;.</p>
<p><em>Agora, quando a partilha se refere a bens não-rivais como a informação, que pode ser infinitamente reproduzida e que requer o livre acesso para que possa ser processada e modificada, gera-se um ambiente de abundância onde todos podem contribuir livremente de acordo com as suas capacidades e obter o que necessitam.</em></p>
<p>É fabuloso. Por muito que a palavra (ou a conjugação de palavras) possa chocar, é anarco-capitalismo em acção. É capitalismo porque é um sistema baseado na livre e voluntária colaboração das pessoas. E anárquico porque não tem &#8220;governantes&#8221; (é essa a raiz etimológica da palavra).</p>
<p>E ninguém morre, ninguém é excluído, todos podem participar- e há ordem, uma ordem espontânea, a mesma ordem que verificamos no mercado, sem ninguém dizer quantas fábricas há, quantas lojas há, quem tem o quê, e quem pode negociar com quem, etc.</p>
<p>O erro é dissociar essa maravilha com o facto desses sistemas não surgirem do nada. Os servidores custam dinheiro, as pessoas que os mantêm também, há conteúdos que as pessoas têm todo o direito de proteger&#8211; se conseguirem. Pessoalmente, eu acho que não existe o direito de <em>enforcement</em> legal da esmagadora maioria dos &#8220;direitos de propriedade intelectual&#8221;, porque isso já é controlo estatista de um ambiente que nenhuma burocracia poderá administrar&#8230;</p>
<p><em>No mercado, apenas aqueles que têm poder de compra podem satisfazer as suas necessidades. Por isso, o capitalismo nunca terá em conta a participação de todos; existirão sempre os excluídos, aqueles cuja vida não vale nada.</em></p>
<p>Todos nós temos necessidades que não podemos satisfazer, e é utópico que consigamos satisfazê-las todas. É utópico pensar que políticos ou burocratas algum dia saberão melhor do que nós o que nós necessitamos, e nos providenciem isso.</p>
<p>Essa caracterização do capitalismo tem sido repetidamente falha. Não faz parte do capitalismo excluir ninguém, antes pelo contrário, faz parte incluir. Mas possivelmente não de uma forma que utópicos gostariam perfeita.</p>
<p>Numa sociedade livre, toda a gente tem utilidade. Há lugar para super-estrelas, por causa de capacidades extraordinárias, ou sorte, ou herança, whatever, e para uma massa de gente medíocre, por causa de capacidades que toda a gente pode ter, incluindo super-estrelas. É da natureza humana, e tentar mudá-la por decreto costuma ter efeitos desastrosos.</p>
<p>Caramba, até eu gostaria de ganhar como o Cristiano Ronaldo, mas infelizmente não posso oferecer aos milhões de adeptos de futebol as mesmas demonstrações de perícia. E caramba, milhares de pessoas gostariam de fazer o que eu faço, mas milhares de pessoas não têm capacidades para fazer projectos de engenharia, mesmo com formação para tal &#8211; nem o Cristiano Ronaldo. Eu gostava de estar ao nível do meu chefe, e tenho capacidades para tal, mas tenho de trabalhar no duro. E estão mais perto do meu nível os estagiários que coordeno, mas terão de trabalhar no duro. Não há excluídos&#8230;</p>
<p>Faz parte do capitalismo &#8211; repito, do sistema económico que resulta da liberdade económica das pessoas &#8211; que pessoas de semelhantes capacidades e valor para a sociedade sejam semelhantemente remuneradas &#8211; acontece que nem todos somos extraordinários, muito bons, bons, medíocres, ou maus&#8230;</p>
<p>Mas repito, não há excluídos que estejam dispostos em fazerem-se úteis, material ou espiritualmente. O mais pobre diabo pode ser empregue a fazer um trabalho que &#8220;mais ninguém quer&#8221;. Para que um dia, com esforço, possa melhorar a sua condição e a condição da sua familia e descendência. É essa a ética do capitalismo: a vida é lixada, se queremos que seja melhor, façamos por isso.</p>
<p>Quando não ha intervencionismo &#8220;humanista&#8221;, há um espectro contínuo e natural de actividades e ocupações. Quando há, começa a haver excluídos &#8211; por exemplo os que não podem trabalhar abaixo de uma determinada remuneração, ou os super-profissionais que nunca chegam a existir porque há tectos salariais.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Cat Magellan		</title>
		<link>https://getasecondlife.net/2007/01/second-life-geral/de-malthus-ao-sonic/comment-page-1/#comment-1003</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cat Magellan]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 21:18:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(sepicheless...)]]></description>
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		<item>
		<title>
		Por: Jose Flamand		</title>
		<link>https://getasecondlife.net/2007/01/second-life-geral/de-malthus-ao-sonic/comment-page-1/#comment-986</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jose Flamand]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 20:45:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(acho que é melhor imprimir frente e verso senão lá se vai a semanada dos putos na resma)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(acho que é melhor imprimir frente e verso senão lá se vai a semanada dos putos na resma)</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Miguel Caetano		</title>
		<link>https://getasecondlife.net/2007/01/second-life-geral/de-malthus-ao-sonic/comment-page-1/#comment-984</link>

		<dc:creator><![CDATA[Miguel Caetano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 19:59:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&lt;i&gt;Miguel, de novo sem sarcasmos, as novas tecnologias que tanto aprecias, e a quem fazes tributo diariamente no teu excelente blogue, são por natureza neoliberais; e os seus maiores adversários são o estatismo hiper-regulador ao serviço das grandes corporações - mas isso não é, de todo, capitalismo liberal…&lt;/i&gt;

A Internet foi desenvolvida por uma agência de defesa do Estado; a Web surgiu a partir de um laboratório de investigação europeu público; o Linux foi inicialmente financiado pelo Estado finlandês; em compensação, hoje em dia nos EUA as câmaras municipais querem abrir redes sem fio para que a população das zonas não abrangidas pelos serviços das empresas privadas possa aceder à Internet e mesmo assim as entidades reguladores não o permitem... 

&lt;i&gt;
O facto é que nenhum problema da Humanidade será integralmente resolvido: há sempre um equilíbrio para além do qual os recursos utilizados poderiam ser mais eficientemente utilizados noutros lados. Chama-se a isto “cálculo económico”. Como o capitalismo não tende para nenhum ideal de laboratório, há sempre descontentes com o capitalismo.
(...)
O ser humano é um animal competitivo, todos queremos estar melhor, mas nem todos temos as mesmas capacidades ou possibilidades. E é por isso que há desigualdades. Só é possível “igualdade” obrigando as pessoas a “partilharem” a sua riqueza - socialismo. Ora, não se pode criticar o capitalismo por não ser socialista!&lt;/i&gt;

O problema é que o capitalismo arroga-se à perfeição, pois é como um vírus que invade o &quot;Estado&quot; e tudo o que apanhe pela frente. Ele não permite contestação. Ele não tolera a diferença. Daí o surgimento de monopólios.

Porque &quot;dado que os mercados abertos tendem a diminuir o lucro e os salários, eles dão sempre origem a anti-mercados, onde os oligopólios e os monopólios utilizam a sua posição privilegiada de modo a que o estado manipule o mercado em seu benefício&quot; (Michel Bauwens). 

Como resultado, os mais fracos e os desprotegidos, porque não produzem, não têm direito sequer à segurança social e à saúde. O capitalismo apenas vê mercadorias onde há pessoas e objectos. A questão que que se coloca é o seguinte: será que um modelo económico que cria mais problemas do que resolve, que discrimina a grande maioria da humanidade e que é alvo de contestação por boa parte dessa maioria é o mais indicado? A resposta lógica é não e deve-se procurar novas alternativas que corrigem as falhas do capitalismo sem termos receio do papão do comunismo e fascismo. Porque o capitalismo é na sua forma actual apenas mais uma espécie de ditadura, a do mercado, porque não permite a coexistência de outros sistemas económicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>Miguel, de novo sem sarcasmos, as novas tecnologias que tanto aprecias, e a quem fazes tributo diariamente no teu excelente blogue, são por natureza neoliberais; e os seus maiores adversários são o estatismo hiper-regulador ao serviço das grandes corporações &#8211; mas isso não é, de todo, capitalismo liberal…</i></p>
<p>A Internet foi desenvolvida por uma agência de defesa do Estado; a Web surgiu a partir de um laboratório de investigação europeu público; o Linux foi inicialmente financiado pelo Estado finlandês; em compensação, hoje em dia nos EUA as câmaras municipais querem abrir redes sem fio para que a população das zonas não abrangidas pelos serviços das empresas privadas possa aceder à Internet e mesmo assim as entidades reguladores não o permitem&#8230; </p>
<p><i><br />
O facto é que nenhum problema da Humanidade será integralmente resolvido: há sempre um equilíbrio para além do qual os recursos utilizados poderiam ser mais eficientemente utilizados noutros lados. Chama-se a isto “cálculo económico”. Como o capitalismo não tende para nenhum ideal de laboratório, há sempre descontentes com o capitalismo.<br />
(&#8230;)<br />
O ser humano é um animal competitivo, todos queremos estar melhor, mas nem todos temos as mesmas capacidades ou possibilidades. E é por isso que há desigualdades. Só é possível “igualdade” obrigando as pessoas a “partilharem” a sua riqueza &#8211; socialismo. Ora, não se pode criticar o capitalismo por não ser socialista!</i></p>
<p>O problema é que o capitalismo arroga-se à perfeição, pois é como um vírus que invade o &#8220;Estado&#8221; e tudo o que apanhe pela frente. Ele não permite contestação. Ele não tolera a diferença. Daí o surgimento de monopólios.</p>
<p>Porque &#8220;dado que os mercados abertos tendem a diminuir o lucro e os salários, eles dão sempre origem a anti-mercados, onde os oligopólios e os monopólios utilizam a sua posição privilegiada de modo a que o estado manipule o mercado em seu benefício&#8221; (Michel Bauwens). </p>
<p>Como resultado, os mais fracos e os desprotegidos, porque não produzem, não têm direito sequer à segurança social e à saúde. O capitalismo apenas vê mercadorias onde há pessoas e objectos. A questão que que se coloca é o seguinte: será que um modelo económico que cria mais problemas do que resolve, que discrimina a grande maioria da humanidade e que é alvo de contestação por boa parte dessa maioria é o mais indicado? A resposta lógica é não e deve-se procurar novas alternativas que corrigem as falhas do capitalismo sem termos receio do papão do comunismo e fascismo. Porque o capitalismo é na sua forma actual apenas mais uma espécie de ditadura, a do mercado, porque não permite a coexistência de outros sistemas económicos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Winter		</title>
		<link>https://getasecondlife.net/2007/01/second-life-geral/de-malthus-ao-sonic/comment-page-1/#comment-979</link>

		<dc:creator><![CDATA[Winter]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 19:33:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pois que concordo com o Jose Flamand... troca de imprimire encadernar :)

Continuem rapazes que estou a gostar de vos &quot;ouvir&quot;. E as minhas desculpas por não vos refutar, mas a minha cabecinha azul num dá para acompanhar tão ilustre verve. ;)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois que concordo com o Jose Flamand&#8230; troca de imprimire encadernar 🙂</p>
<p>Continuem rapazes que estou a gostar de vos &#8220;ouvir&#8221;. E as minhas desculpas por não vos refutar, mas a minha cabecinha azul num dá para acompanhar tão ilustre verve. 😉</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Miguel Caetano		</title>
		<link>https://getasecondlife.net/2007/01/second-life-geral/de-malthus-ao-sonic/comment-page-1/#comment-977</link>

		<dc:creator><![CDATA[Miguel Caetano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 19:25:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://getasecondlife.net/2007/01/uncategorized/de-malthus-ao-sonic/#comment-977</guid>

					<description><![CDATA[&lt;i&gt;O pormenor é que não vivemos numa sociedade primitiva, e os recursos são escassos. Quem quiser ir para o mato que vá. Mas em sociedade não é possível ter tudo o que queremos sem violar o direito dos outros conservarem o produto do seu trabalho - tomar aquilo que queremos pode ser considerado “roubo”. Podemos trabalhar o que queremos, e conservar o que nos derem em troca. Acabar com estas instituições é voltar para a idílica sociedade primitiva…&lt;/i&gt;

Em primeiro lugar, a este ritmo qualquer dia já não há mato. Segundo, as sociedades primitvas de partilha &quot;falharam&quot; porque se baseavam na partilha de bens materiais, logo rivais e excluentes, como a àgua e a terra. Isso gerou inevitáveis regulações e hierarquias Agora, quando a partilha se refere a bens não-rivais como a informação, que pode ser infinitamente reproduzida e que requer o livre acesso para que possa ser processada e modificada, gera-se um ambiente de abundância onde todos podem contribuir livremente de acordo com as suas capacidades e obter o que necessitam. 

No mercado, apenas aqueles que têm poder de compra podem satisfazer as suas necessidades. Por isso, o capitalismo nunca terá em conta a participação de todos; existirão sempre os excluídos, aqueles cuja vida não vale nada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>O pormenor é que não vivemos numa sociedade primitiva, e os recursos são escassos. Quem quiser ir para o mato que vá. Mas em sociedade não é possível ter tudo o que queremos sem violar o direito dos outros conservarem o produto do seu trabalho &#8211; tomar aquilo que queremos pode ser considerado “roubo”. Podemos trabalhar o que queremos, e conservar o que nos derem em troca. Acabar com estas instituições é voltar para a idílica sociedade primitiva…</i></p>
<p>Em primeiro lugar, a este ritmo qualquer dia já não há mato. Segundo, as sociedades primitvas de partilha &#8220;falharam&#8221; porque se baseavam na partilha de bens materiais, logo rivais e excluentes, como a àgua e a terra. Isso gerou inevitáveis regulações e hierarquias Agora, quando a partilha se refere a bens não-rivais como a informação, que pode ser infinitamente reproduzida e que requer o livre acesso para que possa ser processada e modificada, gera-se um ambiente de abundância onde todos podem contribuir livremente de acordo com as suas capacidades e obter o que necessitam. </p>
<p>No mercado, apenas aqueles que têm poder de compra podem satisfazer as suas necessidades. Por isso, o capitalismo nunca terá em conta a participação de todos; existirão sempre os excluídos, aqueles cuja vida não vale nada.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gath Forager		</title>
		<link>https://getasecondlife.net/2007/01/second-life-geral/de-malthus-ao-sonic/comment-page-1/#comment-974</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gath Forager]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 19:16:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&lt;em&gt;Pois, então o Linux, a Wikipedia, os projectos de software livre, as rádios livre, as cooperativas, as associações de economia solidária, a rede Indymedia, o movimento dos sem terra, as redes de partilha de ficheiros são ficções.&lt;/Em&gt;

Não são ficções, só não são _colectivistas_.

Partem da colaboração voluntária e espontânea de milhares de indivíduos - um conceito liberal. O colectivismo exige uma direcção hierárquica da sociedade, exactamente o que acontece nesses (e não estou mesmo a ser sarcástico!) excelentes exemplos.

Miguel, de novo sem sarcasmos, as novas tecnologias que tanto aprecias, e a quem fazes tributo diariamente no teu excelente blogue, são por natureza &lt;em&gt;neoliberais&lt;/Em&gt;; e os seus maiores adversários são o estatismo hiper-regulador ao serviço das grandes corporações - mas isso não é, de todo, capitalismo liberal...

&lt;em&gt;É impossível conversar serenamente com quem se agarra de tal forma a uma cartilha uniforme em que a todas as dúvidas e obstáculos levantados responde que nem um robot: “isso são ineficiências temporárias; o mercado acabará por resolver tudo”.&lt;/em&gt;

O facto é que nenhum problema da Humanidade será integralmente resolvido: há sempre um equilíbrio para além do qual os recursos utilizados poderiam ser mais eficientemente utilizados noutros lados. Chama-se a isto &quot;cálculo económico&quot;. Como o capitalismo não tende para nenhum ideal de laboratório, há sempre descontentes com o capitalismo.

&lt;em&gt;Se o capitalismo se corrige a si próprio, então já teria tido cinco séculos para diminuir as desigualdades e não contribuir para acentuá-las ainda mais.&lt;/em&gt;

Porque reduzir as desigualdades não é um valor de mercado.

É uma utopia, como sermos um dia todos igualemente bonitos ou todos igualmente inteligentes.

O ser humano é um animal competitivo, todos queremos estar melhor, mas nem todos temos as mesmas capacidades ou possibilidades. E é por isso que há desigualdades. Só é possível &quot;igualdade&quot; obrigando as pessoas a &quot;partilharem&quot; a sua riqueza - socialismo. Ora, não se pode criticar o capitalismo por não ser socialista!

Por outro lado, o socialismo é tudo menos um sistema que é igual para todos - exige que as pessoas sejam discriminadas, o que não é muito democrático - e daí tantos regimes socialistas terem descambado para ditaduras.

Citando Hayek:

&lt;em&gt;“From the fact that people are very different it follows that, if we treat them equally, the result must be inequality in their actual position, and that the only way to place them in an equal position would be to treat them differently.

Equality before the law and material equality are therefore not only different but are in conflict with each other; and we can achieve either one or the other, but not both at the same time.”&lt;/em&gt;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pois, então o Linux, a Wikipedia, os projectos de software livre, as rádios livre, as cooperativas, as associações de economia solidária, a rede Indymedia, o movimento dos sem terra, as redes de partilha de ficheiros são ficções.</em></p>
<p>Não são ficções, só não são _colectivistas_.</p>
<p>Partem da colaboração voluntária e espontânea de milhares de indivíduos &#8211; um conceito liberal. O colectivismo exige uma direcção hierárquica da sociedade, exactamente o que acontece nesses (e não estou mesmo a ser sarcástico!) excelentes exemplos.</p>
<p>Miguel, de novo sem sarcasmos, as novas tecnologias que tanto aprecias, e a quem fazes tributo diariamente no teu excelente blogue, são por natureza <em>neoliberais</em>; e os seus maiores adversários são o estatismo hiper-regulador ao serviço das grandes corporações &#8211; mas isso não é, de todo, capitalismo liberal&#8230;</p>
<p><em>É impossível conversar serenamente com quem se agarra de tal forma a uma cartilha uniforme em que a todas as dúvidas e obstáculos levantados responde que nem um robot: “isso são ineficiências temporárias; o mercado acabará por resolver tudo”.</em></p>
<p>O facto é que nenhum problema da Humanidade será integralmente resolvido: há sempre um equilíbrio para além do qual os recursos utilizados poderiam ser mais eficientemente utilizados noutros lados. Chama-se a isto &#8220;cálculo económico&#8221;. Como o capitalismo não tende para nenhum ideal de laboratório, há sempre descontentes com o capitalismo.</p>
<p><em>Se o capitalismo se corrige a si próprio, então já teria tido cinco séculos para diminuir as desigualdades e não contribuir para acentuá-las ainda mais.</em></p>
<p>Porque reduzir as desigualdades não é um valor de mercado.</p>
<p>É uma utopia, como sermos um dia todos igualemente bonitos ou todos igualmente inteligentes.</p>
<p>O ser humano é um animal competitivo, todos queremos estar melhor, mas nem todos temos as mesmas capacidades ou possibilidades. E é por isso que há desigualdades. Só é possível &#8220;igualdade&#8221; obrigando as pessoas a &#8220;partilharem&#8221; a sua riqueza &#8211; socialismo. Ora, não se pode criticar o capitalismo por não ser socialista!</p>
<p>Por outro lado, o socialismo é tudo menos um sistema que é igual para todos &#8211; exige que as pessoas sejam discriminadas, o que não é muito democrático &#8211; e daí tantos regimes socialistas terem descambado para ditaduras.</p>
<p>Citando Hayek:</p>
<p><em>“From the fact that people are very different it follows that, if we treat them equally, the result must be inequality in their actual position, and that the only way to place them in an equal position would be to treat them differently.</p>
<p>Equality before the law and material equality are therefore not only different but are in conflict with each other; and we can achieve either one or the other, but not both at the same time.”</em></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gath Forager		</title>
		<link>https://getasecondlife.net/2007/01/second-life-geral/de-malthus-ao-sonic/comment-page-1/#comment-972</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gath Forager]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 19:02:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&lt;/em&gt;&lt;em&gt;era de partilha só até certo ponto. Os fracos, feridos, deficientes e velhos se não contibuissem eram abandonados, pois tornavam-se um peso para a tribo que não se podia dar ao luxo de sustentar membros não-produtivos. Nessa altura não tinham nada em abundância como o Miguel está a querer dizer.&lt;/em&gt;

Isto não era mais do que o principio do “capitalismo”, ou produzia ou era posto de parte e tudo sem segurança social nem cuidados médicos nem educação gratuita.&lt;/em&gt;

Antes pelo contrário: a segurança social era comunitária, os cuidados médicos eram comunitários, a educação era comunitária :) Eram o que eram. Os inválidos ou improdutivos eram rejeitados porque não podiam contribuir para o &quot;bem comum&quot;.

Foi quando começou a haver riqueza excendentária que as pessoas começaram a poder investir em saúde, educação, melhor nutrição, etc, e nas crianças, deficientes, idosos, etc.

Nota que os serviços sociais estatais que referes são produto do século XIX...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>era de partilha só até certo ponto. Os fracos, feridos, deficientes e velhos se não contibuissem eram abandonados, pois tornavam-se um peso para a tribo que não se podia dar ao luxo de sustentar membros não-produtivos. Nessa altura não tinham nada em abundância como o Miguel está a querer dizer.</em></p>
<p>Isto não era mais do que o principio do “capitalismo”, ou produzia ou era posto de parte e tudo sem segurança social nem cuidados médicos nem educação gratuita.</p>
<p>Antes pelo contrário: a segurança social era comunitária, os cuidados médicos eram comunitários, a educação era comunitária 🙂 Eram o que eram. Os inválidos ou improdutivos eram rejeitados porque não podiam contribuir para o &#8220;bem comum&#8221;.</p>
<p>Foi quando começou a haver riqueza excendentária que as pessoas começaram a poder investir em saúde, educação, melhor nutrição, etc, e nas crianças, deficientes, idosos, etc.</p>
<p>Nota que os serviços sociais estatais que referes são produto do século XIX&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Miguel Caetano		</title>
		<link>https://getasecondlife.net/2007/01/second-life-geral/de-malthus-ao-sonic/comment-page-1/#comment-970</link>

		<dc:creator><![CDATA[Miguel Caetano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 18:59:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&lt;i&gt;Não existe tal coisa como “colectivismo descentralizado”. O colectivismo é por natureza centralizado. De resto, colaboração e cooperação são processos de interacção humana. Não são próprios de um qualquer sistema económico.&lt;/i&gt;

Pois, então o Linux, a Wikipedia, os projectos de software livre, as rádios livre, as cooperativas, as associações de economia solidária, a rede Indymedia, o movimento dos sem terra, as redes de partilha de ficheiros são ficções. 

É impossível conversar serenamente com quem se agarra de tal forma a uma cartilha uniforme em que a todas as dúvidas e obstáculos levantados responde que nem um robot: &quot;isso são ineficiências temporárias; o mercado acabará por resolver tudo&quot;. 

Se o capitalismo se corrige a si próprio, então já teria tido cinco séculos para diminuir as desigualdades e não contribuir para acentuá-las ainda mais. Isso é tão óbvio que insistir na mesma tecla é estar a perder o meu latim...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>Não existe tal coisa como “colectivismo descentralizado”. O colectivismo é por natureza centralizado. De resto, colaboração e cooperação são processos de interacção humana. Não são próprios de um qualquer sistema económico.</i></p>
<p>Pois, então o Linux, a Wikipedia, os projectos de software livre, as rádios livre, as cooperativas, as associações de economia solidária, a rede Indymedia, o movimento dos sem terra, as redes de partilha de ficheiros são ficções. </p>
<p>É impossível conversar serenamente com quem se agarra de tal forma a uma cartilha uniforme em que a todas as dúvidas e obstáculos levantados responde que nem um robot: &#8220;isso são ineficiências temporárias; o mercado acabará por resolver tudo&#8221;. </p>
<p>Se o capitalismo se corrige a si próprio, então já teria tido cinco séculos para diminuir as desigualdades e não contribuir para acentuá-las ainda mais. Isso é tão óbvio que insistir na mesma tecla é estar a perder o meu latim&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jose Flamand		</title>
		<link>https://getasecondlife.net/2007/01/second-life-geral/de-malthus-ao-sonic/comment-page-1/#comment-968</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jose Flamand]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 18:52:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Xiça ... Posso imprimir e encadernar com argolas ?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Xiça &#8230; Posso imprimir e encadernar com argolas ?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Zesim		</title>
		<link>https://getasecondlife.net/2007/01/second-life-geral/de-malthus-ao-sonic/comment-page-1/#comment-964</link>

		<dc:creator><![CDATA[Zesim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 18:47:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[era de partilha só até certo ponto. Os fracos, feridos, deficientes e velhos se não contibuissem eram abandonados, pois tornavam-se um peso para a tribo que não se podia dar ao luxo de sustentar membros não-produtivos. Nessa altura não tinham nada em abundância como o Miguel está a querer dizer.
Isto não era mais do que o principio do &quot;capitalismo&quot;, ou produzia ou era posto de parte e tudo  sem segurança social nem cuidados médicos  nem educação gratuita.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>era de partilha só até certo ponto. Os fracos, feridos, deficientes e velhos se não contibuissem eram abandonados, pois tornavam-se um peso para a tribo que não se podia dar ao luxo de sustentar membros não-produtivos. Nessa altura não tinham nada em abundância como o Miguel está a querer dizer.<br />
Isto não era mais do que o principio do &#8220;capitalismo&#8221;, ou produzia ou era posto de parte e tudo  sem segurança social nem cuidados médicos  nem educação gratuita.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gath Forager		</title>
		<link>https://getasecondlife.net/2007/01/second-life-geral/de-malthus-ao-sonic/comment-page-1/#comment-963</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gath Forager]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 18:37:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://getasecondlife.net/2007/01/uncategorized/de-malthus-ao-sonic/#comment-963</guid>

					<description><![CDATA[&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Eu vejo, os mais fracos só ficavam com aquilo que os mais fortes não queriam, eram obrigados a trabalhar para sustentar os mais fortes, não tinham direito a opinião contrária à dos chefes e só não sentiam falta de mais nada porque não conheciam mais (como está muito bem explicado na alegoria da caverna). Pelos vistos esqueceu-se de alguns pormenores&lt;/em&gt;

As sociedades primitivas baseavam-se no poder do chefe tribal. E porque o sistema era de partilha, a pouca riqueza excedentária que era criada, era redistribuída. Logo, não havia incentivos para a produzir.

Estas sociedades foram desfeitas com o advento do comércio. A riqueza excedentária podia ser trocada por outros bens mais úteis - e ambas as partes ganhavam com isso! (ou a troca não seria realizada) Curiosamente, os primeiros comerciantes eram marginais, porque conservavam a sua propriedade, apesar de providenciarem um serviço que as tribos não conseguiam substituir...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Eu vejo, os mais fracos só ficavam com aquilo que os mais fortes não queriam, eram obrigados a trabalhar para sustentar os mais fortes, não tinham direito a opinião contrária à dos chefes e só não sentiam falta de mais nada porque não conheciam mais (como está muito bem explicado na alegoria da caverna). Pelos vistos esqueceu-se de alguns pormenores</em></p>
<p>As sociedades primitivas baseavam-se no poder do chefe tribal. E porque o sistema era de partilha, a pouca riqueza excedentária que era criada, era redistribuída. Logo, não havia incentivos para a produzir.</p>
<p>Estas sociedades foram desfeitas com o advento do comércio. A riqueza excedentária podia ser trocada por outros bens mais úteis &#8211; e ambas as partes ganhavam com isso! (ou a troca não seria realizada) Curiosamente, os primeiros comerciantes eram marginais, porque conservavam a sua propriedade, apesar de providenciarem um serviço que as tribos não conseguiam substituir&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gath Forager		</title>
		<link>https://getasecondlife.net/2007/01/second-life-geral/de-malthus-ao-sonic/comment-page-1/#comment-962</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gath Forager]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 18:33:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&lt;em&gt;Para quê investir em filosofia ou nas artes e humanidades se isso não gera produtos que podem ser consumidos?&lt;/em&gt;

Curiosamente, os maiores patrocinadores de artes e humanidades nos EUA são privados. Mas não é isso que conta. Se há uma necessidade, o mercado tende a cobri-la.

&lt;em&gt;Agora, de certeza que se lhes ensinassem música, pintura ou mesmo outro tipo de actividades lúdicas que envolvesse a sua participação activa e não uma atitude passiva e submissa, a reacção seria diferente.&lt;/em&gt;

...mas como o Ensino estatal é unico, e regido por um sistema estalinista, não há escolas que possam empreender essas experiências educativas, provando assim o seu valor. Estado, Estado, Estado, sistema único, sistema único, sistema único.

&lt;em&gt;Mas os controladores estatais já não são controlados pelas empresas que os financiam e subsidiam e a quem eles - sejam autarcas, sejam deputados ou ministros - se vergam constantemente? Mais controlo do que esse é impossível ;-)&lt;/em&gt;

Hear, hear! Chama-se a &lt;em&gt;rent-seeking&lt;/em&gt;, e é uma característica do poder político, seja de que cor for. Os políticos existem para se venderem, seja por votos ou por outros benefícios. O seu interesse está primeiro. Solução: menos poder político, entregar as empresas à ditadura dos consumidores.

&lt;em&gt;Não vejo qual o problema das sociedades primitivas em que cada um tomava para si aquilo que queria, trabalhava quando queria e tinha tudo aquilo de que sentia falta. Mas pode ser que me esteja a esqueçer de algum pormenor…&lt;/em&gt;

O pormenor é que não vivemos numa sociedade primitiva, e os recursos são escassos. Quem quiser ir para o mato que vá. Mas em sociedade não é possível ter tudo o que queremos sem violar o direito dos outros conservarem o produto do seu trabalho - tomar aquilo que queremos pode ser considerado &quot;roubo&quot;. Podemos trabalhar o que queremos, e conservar o que nos derem em troca. Acabar com estas instituições é voltar para a idílica sociedade primitiva...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Para quê investir em filosofia ou nas artes e humanidades se isso não gera produtos que podem ser consumidos?</em></p>
<p>Curiosamente, os maiores patrocinadores de artes e humanidades nos EUA são privados. Mas não é isso que conta. Se há uma necessidade, o mercado tende a cobri-la.</p>
<p><em>Agora, de certeza que se lhes ensinassem música, pintura ou mesmo outro tipo de actividades lúdicas que envolvesse a sua participação activa e não uma atitude passiva e submissa, a reacção seria diferente.</em></p>
<p>&#8230;mas como o Ensino estatal é unico, e regido por um sistema estalinista, não há escolas que possam empreender essas experiências educativas, provando assim o seu valor. Estado, Estado, Estado, sistema único, sistema único, sistema único.</p>
<p><em>Mas os controladores estatais já não são controlados pelas empresas que os financiam e subsidiam e a quem eles &#8211; sejam autarcas, sejam deputados ou ministros &#8211; se vergam constantemente? Mais controlo do que esse é impossível 😉</em></p>
<p>Hear, hear! Chama-se a <em>rent-seeking</em>, e é uma característica do poder político, seja de que cor for. Os políticos existem para se venderem, seja por votos ou por outros benefícios. O seu interesse está primeiro. Solução: menos poder político, entregar as empresas à ditadura dos consumidores.</p>
<p><em>Não vejo qual o problema das sociedades primitivas em que cada um tomava para si aquilo que queria, trabalhava quando queria e tinha tudo aquilo de que sentia falta. Mas pode ser que me esteja a esqueçer de algum pormenor…</em></p>
<p>O pormenor é que não vivemos numa sociedade primitiva, e os recursos são escassos. Quem quiser ir para o mato que vá. Mas em sociedade não é possível ter tudo o que queremos sem violar o direito dos outros conservarem o produto do seu trabalho &#8211; tomar aquilo que queremos pode ser considerado &#8220;roubo&#8221;. Podemos trabalhar o que queremos, e conservar o que nos derem em troca. Acabar com estas instituições é voltar para a idílica sociedade primitiva&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Zesim		</title>
		<link>https://getasecondlife.net/2007/01/second-life-geral/de-malthus-ao-sonic/comment-page-1/#comment-961</link>

		<dc:creator><![CDATA[Zesim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 18:30:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Não vejo qual o problema das sociedades primitivas em que cada um tomava para si aquilo que queria, trabalhava quando queria e tinha tudo aquilo de que sentia falta. Mas pode ser que me esteja a esqueçer de algum pormenor…&quot;

Eu vejo, os mais fracos só ficavam com aquilo que os mais fortes não queriam, eram obrigados a trabalhar para sustentar os mais fortes, não tinham direito a opinião contrária à dos chefes e só não sentiam falta de mais nada porque não conheciam mais (como está muito bem explicado na alegoria da caverna). Pelos vistos esqueceu-se de alguns pormenores]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Não vejo qual o problema das sociedades primitivas em que cada um tomava para si aquilo que queria, trabalhava quando queria e tinha tudo aquilo de que sentia falta. Mas pode ser que me esteja a esqueçer de algum pormenor…&#8221;</p>
<p>Eu vejo, os mais fracos só ficavam com aquilo que os mais fortes não queriam, eram obrigados a trabalhar para sustentar os mais fortes, não tinham direito a opinião contrária à dos chefes e só não sentiam falta de mais nada porque não conheciam mais (como está muito bem explicado na alegoria da caverna). Pelos vistos esqueceu-se de alguns pormenores</p>
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