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Voluntariado em SL

Entre outros aspectos relacionados com a Second Life, um dos mais interessantes, e nem por isso mais conhecido, é o Programa de Voluntariado.

O objectivo deste programa é, através de uma equipa de residentes experientes, apoiar outros residentes a adaptarem-se mais rapidamente à Second Life, em múltiplas vertentes, oferecendo conhecimentos, assistência e encorajamento aos residentes mais atrapalhados com o ambiente virtual da plataforma.

Quem chega a este mundo (virtual) depara-se, de facto, com inúmeras dificuldades. Recordo-me dos meus primeiros tempos na plataforma os quais foram particularmente penosos, já que não percebia nada de nada (mesmo hoje…). Ora perguntava à esquerda e à direita, enfim, a quem estivesse por perto como resolver um ou outro problema. Mas lembro-me perfeitamente de ter ficado à nora num SIM durante umas boas semanas até ser “descoberto” pela Cat Magellan que funcionou para mim como uma verdadeira volunteer.

Habitualmente, os voluntários escolhem diversos locais para apoiar os residentes como a Help Island, as Welcome Areas da mainland, sandboxes, infohubs e outros locais públicos onde respondem a questões e aconselham. Contudo, a acção do voluntário não se resume a estas funções podendo ajudar a promover o progresso de diversas maneiras, conforme discriminado aqui (voluntariado com estilo, expectativas e apoio aos voluntários).

Os voluntários podem apoiar, quem deles necessitar, em 30 línguas diferentes através de 717 residentes (afrikaans (1), alemão (102), árabe (1), bósnio (1), búlgaro (2), chinês* (10), checo (1), coreano (1), dinamarquês (13), eslovaco (1), esloveno (1), espanhol (61), flamengo (1), holandês (40), inglês (282), finlandês (3), francês (94), hebreu (2), húngaro (3), italiano (42), japonês (13), norueguês (2), polaco (10), português (23), romeno (1), russo (5), servo-croata (1), sueco (8) e tagalog (2)). Entre os que falam português, alguns nomes bem conhecidos para quem já anda há algum tempo na Second Life (Gwyneth Llewelyn, Moon Adamant e Winter Wardhani, por exemplo).

Links úteis:
http://volunteeringinsl.wordpress.com
http://wiki.secondlife.com/wiki/SL_Volunteer_Island
http://wiki.secondlife.com/wiki/Category:Portuguese_speaking_Volunteers
https://secure-web14.secondlife.com/community/volunteer.php
https://wiki.secondlife.com/wiki/Category:Portuguese_speaking_Residents

fotografia e WindLight

Aqui há uns dias escrevi (mais) um post sobre o WindLight com o menu das preferências (isto em português soa mal mas enfim…) e com links para dicas. Utilizando as preciosas dicas da Caliah Lyon resolvi tirar fotografias ao avatar no cliente WindLight.
Para tirar fotografias no SL utiliza-se o menu Snapshot:
SL-snapshot1
Este menu encontra-se nos botões na parte inferior do cliente junto aos botões. Reparem que tiro fotografias com boa resolução. Há quem tire fotografias no SL em 6400 por 4800 para posterior tratamento da imagem – o que pode ser feito, por exemplo, no GIMP. O GIMP também ser utilizado através de um dispositivo portátil como uma pen, caso não queiram instalar e/ou caso queiram ter sempre um editor de imagem à mão.
Em WindLight para conseguirem tirar boas fotografias ao avatar convém alterar o Advanced Sky dentro do menu Environment Editor:
SL-snapshot2
SL-snapshot3

Convém ainda escolher a opção High-Res Snapshot para que as imagens tenham mais qualidade:
SL-snapshot4
O meu Client e Server aparecem com Alt + D.

Para obter imagens destas (sem tratamento à excepção da conversão de bmp para jpg através de um programa de edição de imagem para não perder qualidade):
SL-100Limite000087
O tratamento de imagem pode ainda ser feito no Picnik e obter resultados destes:
SL-100Limite000087-blog1
SL-100Limite000087-blog2
SL-100Limite000087blog3

Só falta referir que tanto o GIMP como o Picnik são gratuitos. No entanto, algumas opções de edição no Picnik (utilizadas acima) requerem subscrição.

DICAS:
Resize Images without Sacrificing Content with GIMP or Rsizr
Snapshot tips

Limpar o inventário

No blog Living in the Metaverse, encontrei um excelente post intitulado “Let’s Make The Grid Performing A bit Better, Please“, que indica uma série de passos para limpar os inventários de toda a lixarada que lá está. Eu sei que está aqui na calha (e nos dratfs ;)) um post sobre arrumação de inventário, considerem-se estas dicas como um complemento a esse post, quando for publicado. Não há qualquer dúvida que, se toda a gente limpasse as centenas ou milhares de items que carregam no inventário, os servidores do SL ficariam bem mais folgados.

Alguns dos passos para esta varridela de lixo são os seguintes:

1. Limpar os freebies. Toda a tralha acumulada que vamos guardando não vá fazer falta. Casas, plantas, scripts, texturas, etc. Que nunca mais iremos encontrar no inventário, portanto mais vale ir para o lixo e, se for preciso, voltar a procurar.

2. Limpar todas as LM (LandMarks) com mais de 3 meses, uma vez que a grande maioria delas já não funciona.

3. Limpar as notecards, todas as instrucções de produtos, avisos de parcelas, manuais de utilização, regras de sítios, etc; também a maioria, se não voltamos a precisar, é porque não é necessária.

4. fazer uma busca por “floating text”, o script que indica o que está dentro das caixas que abrimos; deveremos ter centenas desses todos iguais. Guardar um ou dois para exemplo e apagar todos os outros. Eu acrescento ainda que se faça o mesmo por “giveall items”, que também há centenas de scripts desses nos inventários.

5. Apagar as várias cópias e versões dos objectos que construimos e que vão ficando dentro do inventário a cada alteração, já que os criamos, por defeito, com todos os direitos; se é copy, rezza-se para ser alterado, mas a versão anterior continua no inventário; aliás é por isso que depois nunca sabemos qual das “tábua”, “objecto” ou “umcoisocomquadrados” é que é a versão final e que realmente funciona.

6. Ver o “Lost and Found” e encontrar ali as centenas de coisas que desapareceram e, muitas delas, não fizeram falta nenhuma.

7. Fazer uma busca por “demo”, ver quantos temos e se realmente precisamos de todos aqueles demos.

Para além destas sugestões do Living in the Metaverse, acrescento que se pode também limpar aquelas centenas ou milhares de cartões de visita que temos, de pessoas que nem sabemos quem são, a menos que queiramos fazer uma estatística de quantas pessoas nos ofereceram amizade no SL.

Para além das vantagens para os servidores do SL (e, consequentemente para todos os residentes), para nós os benefícios directos são, por um lado conseguirmos encontrar melhor as coisas e, por outro, o inventário demorar menos tempo a carregar. E, se fica mais leve, se calhar é mais fácil começar a pensar realmente em arrumá-lo…

Skygardens no SL

Tenho a mania dos jardins. Nem tanto dos jardins muito organizadinhos e bonitinhos; prefiro coisas mais maradas e o SL é excelente para soltar a imaginação e inventar jardins que não são possíveis na RL. Isto não é de agora, mas agora tenho mais espaço e mais liberdade nos prims no 100limite e tenho andado a inventar. Em itálico, porque eu sou a desgraça para construir o que quer que seja, mas há quem faça coisas giríssimas e depois é só (comprar e) montar a tenda, por assim dizer.

No 100limite existem agora 4 “jardins no céu”, os meus Skygardens, sendo que um deles não é de todo meu e a dona (a Leilah Nishi) ainda não o acabou, mas promete e quanto ao tema, vamos por agora dizer apenas que é a preto e branco e o resto é segredo. 😉

pinkhouse2.jpg

Os outros três, um deles já vem de trás, embora alterado (passo a vida a mudar as coisas de sítio em todos eles, o que também é divertido), é uma fantasia de Alice, baseado nas coisas da Fallingwater Cellardoor do Shinny Things (mais conhecido pelas famosas botas, mas cujas plantas são de cair para o lado) de quem sou fã muito antes de saber sequer que tinha uma loja no SL, quando era muito newbie e o meu sítio favorito era Seacliff, o sim dela e do marido (a história deles é muito gira).
skygardens1.jpg

O segundo jardim é mais zen. Coisas da Aral Levitt, árvores do Hearth (sempre, o melhor horto do SL) e mais umas coisas apanhadas aqui e ali, embora sempre a influência da Fallingwater, que aquelas plantas são um espanto.
skygardens2.jpg

Finalmente, o terceiro “jardim” não é jardim nenhum, mas sim uma coisa que me parece bastante útil, já que é sempre um problema para uma avatara. A Casa Cor de Rosa (a casa é da Callie Cline) é um sítio para mudar de roupa. Tem pose stands e umas bolas de poses da Analu, podem-se rezzar e abrir caixas e experimentar roupa com toda a calma, que o 100limite é um local sossegado. Provavelmente encontram-me lá a mim em trajes menores, mas com tanto pink, duvido que algum avataro se atreva a andar por aquelas bandas. 😉
pinkhouse1.jpg

Skygardens Surl

(adenda: as poses da minha avatara claro que são as da Analu, giríssimas, agora não quero outras :D)

Skins e Shapes

Eu, de lenta aprendizagem me confesso: em certas coisas que são de tal forma óbvias que à partida nem se percebem. Ou distinguem.
E confesso que demorei algum tempo até separar a pele da carne, por assim dizer: a skin da shape no Second Life.

É que, na realidade, nós temos a pele pegada à carne mas no Second Life é tudo pixeis. Formatos e texturas. E os próprios avatares não fogem a essa regra: no SL, a carne é separada da pele.

Quando um avatar “nasce”, tem um formato pré-estabelecido, de uma escolha de formatos de corpo e cara (a “shape“) com uma pele (“skin”) por cima, que por acaso é bastante mal desenhada. Ah achamos lindo editar aquilo tudo, mas isso é porque acabámos de entrar e achamos piada a tudo. Vai-se a ver, estamos muito longe dos profissionais da coisa, mas ficamos todos contentes por ter olhos e narizes e boca e orelhas de mais umas quantas coisas e menos outras tantas nos bonecos. O menos outras tantas refere-se àquela curiosidade moralista e pudibunda de os avatares originais não terem desenhados na pele quaisquer vestígios de órgãos genitais, mamilos, pelos ou outras coisas que se afastem um bocadinho das verdadeiras barbies e kens. Muita gente entra em estado de choque – principalmente os avataros – quando despem pela primeira vez as cuecas e descobrem que entre a cintura e os joelhos não se passa rigorosamente nada senão uma pele lisinha e sem mácula ou sombra de pecado.

Não, este post não é sobre pilas portáteis, antes que perguntem. Prim penises é outro tema e, lá está, muito antes de avatares perceberem a diferença entre skins e shapes, já descobriram numa qualquer caixa de freebies uns attachments que nem sempre se atacham no sítio certo, mas logo se resolve. A malta vai lá rapidamente ao que interessa. Já o resto, pois demora mais tempo.

Uma shape, que no inventário é representada pelo icon de um quadradinho com um busto desenhado, é uma forma de corpo e cara. Mais alto, mais gordo, mais ancas, braços mais compridos, pernas mais curtas, narizes afilados, olhos mais ou menos rasgados. É um corpo sem pele. Tudo isto se edita no “edit appearance”, que também tem lá uma parte dedicada à skin, onde se editam algumas – poucas – coisas na skin que se está a usar sobre aquela shape.

A skin, representada no inventário pelo ícon de um boneco de braços e pernas abertas, é uma textura editada fora do SL em programas de desenho e imagem (nem sei quais, mas provavelmente photoshopesices ou equivalentes) que se usa sobre a shape. É a skin que determina a cor da pele, as sombras que acabam por evidenciar ou esconder as formas, a maquilhagem, as sardas, os sinais, os pelos, enfim, tudo o que se vê do lado de fora do formato do corpo (shape).

São coisas completamente diferentes. Um avatar pode ter uma shape bestial, se não tiver uma skin que favoreça essa shape, não tem graça nenhuma. E depois, as skins e as shapes podem trocar-se e, como uma imagem vale mais que este relambório todo, creio que as seguintes ilustram o que eu acabei de escrever de forma mais do que evidente.

sl-analutetia227.jpg
(foto de Ana Lutetia)

Estas primeiras 4 imagens são da Analu e do Ziro. As do meio têm a shape da Analu. As das pontas, a shape do Ziro. Mas as skins estão trocadas: na primeira imagem a shape do Ziro está com a skin do Ziro (tudo certinho, portanto). Na segunda a shape Analu com a skin e as barbas do Ziro. Na terceira, a Analu herself, shape e skin e na quarta, o Ziro armado em Analu, de olhos pintados, baton e sardas.

sl-analutetia228.jpg
(foto de Ana Lutetia)

Na segunda sequência, Ziro e Analu nas duas primeiras imagens, shapes e skins certas; nas duas últimas trocam de skin, mantêm a shape. Agora a shape Ziro/skin Analu é uma matrona já pesadota e a shape Analu/skin Ziro, um rapazito a quem faria falta comer mais sopa.

Para perceberem melhor esta diferença, quem ainda não percebeu, faça o seguinte: primeiro fixe bem os nomes das shapes e skins que está a usar; depois troque de shape ou skin com uma amiga ou um amigo. Ou um cão, um gato, um periquito, um canário, um ciborg, um dragão, uma zebra, qualquer coisa, forma ou pele.

É também isso que tem piada no SL: baralhar e tornar a dar.

(este post é uma joint venture entre Ana Lutetia, imagem e Cat Magellan, texto)

“Fabulosamente grátis no SL”

É (em tradução livre) o nome de um dos blogs que a Analu acrescentou à coluna do lado. Fabulously Free in SL é um blog verdadeiramente serviço público para todas as avataras que se querem giras e elegantes sem gastar quase nada. Todos os dias há novos posts com indicação de freebies lançados, custo (nunca mais do que 1 ou 2 lindens, mas a grande maioria completamente grátis) e os surls das lojas onde podem ser encontrados. São, na sua grande maioria, freebies lançados por criadores muito bons, que servem, num gesto simpático, de chamariz às suas lojas. E a malta agradece.

Atenção que para obter alguns destes items é necessário aderir a um determinado grupo. Outros apenas estão nas lojas durante um curto espaço de tempo. Mas o blog é excelente e todos os passos estão explicados.

Eu, se fosse uma avatara que se queria gira e elegante, colocava aquele blog nos meus favoritos e começava o dia por uma visitinha ao último grito grates * do SL. 😀

(* copyright da palavra grates: Ana Lutetia)

dicas (2) ou O SL não é SÓ um jogo…

Pegando na conversa de há bocado, vamos aprofundar um pouco mais o tema.

As regras sociais no SL são em (quase) tudo idênticas às da RL. Lidamos com pessoas em cada avatar que encontramos. Não temos de ser amigos de toda a gente com quem nos cruzamos e até acontece não gramarmos esta ou qual pessoa. Tal como não empurramos pessoas na rua, também não podemos empurrar pessoas no SL.

O SL não é meramente um jogo. É muito mais do que isso. No entanto, existem espaços próprios para roleplay, se é isso que procuram no SL. Tal como existem espaços onde o roleplay é proibido. Tudo dependerá das regras do espaço onde se encontrarem. Se as regras sociais de relacionamento têm que ser respeitadas, as regras do espaço onde se encontram também o têm que ser. Imaginem-se nus nos vossos locais de trabalho RL…

Se as pessoas, supostamente, se sabem comportar no quotidiano terão que saber aplicar tudo o que aprenderam sobre boas maneiras no SL. Ou então, resta-me concluir que não são membros activos da sociedade e nunca irão ser capazes de socializar na (primeira) vida (quanto mais na segunda).

Quando entramos no SL, somos informados dos ToS (Terms of Service) que, aparentemente, poucos leram. O ToS até refere regras de conduta no SL! Não precisamos de chegar ao extremo de cumprimentar todos os avatares que se encontram numa loja, por exemplo. Mas temos que, obrigatoriamente, saber respeitar os outros, os espaços alheios e a privacidade alheia.

Por todo o SL encontramos variados tipos de espaços: desde espaços comerciais, espaços de diversão ou espaços residenciais que poderão ou não ser privados dependendo da vontade do dono da terra. Se invadimos um espaço privado estamos a habilitar-nos a ser banidos da parcela e se repetimos a façanha estamos a habilitar-nos a que reportem o nosso comportamento à Linden Labs – o que pode incorrer em suspensão do metaverso ou, mesmo, expulsão.

Deixo-vos um pequeno excerto dos ToS:

4.1 You agree to abide by certain rules of conduct, including the Community Standards and other rules prohibiting illegal and other practices that Linden Lab deems harmful. (…)
In addition to abiding at all times by the Community Standards, you agree that you shall not: (…)
(iv) take any action or upload, post, e-mail or otherwise transmit Content as determined by Linden Lab at its sole discretion that is harmful, threatening, abusive, harassing, causes tort, defamatory, vulgar, obscene, libelous, invasive of another’s privacy, hateful, or racially, ethnically or otherwise objectionable (…)
(x) “stalk”, abuse or attempt to abuse, or otherwise harass another user. Any violation by you of the terms of the foregoing sentence may result in immediate and permanent suspension or cancellation of your Account. You agree that Linden Lab may take whatever steps it deems necessary to abridge, or prevent behavior of any sort on the Service in its sole discretion, without notice to you.

 

dicas (1)

Após uns largos meses no SL conseguimos topar newbies à distância sem que eles precisem de abrir a boca. Como?

Invariavelmente, os newbies não usam prim hair. Usam as horríveis cabeleiras do sistema. Claro que as tentam moldar até obterem um resultado satisfatório mas continuam sempre a ser cabeleiras do sistema e são feias. Para mim, o prim hair é indispensável. No entanto, nos homens, o cabelinho cortado à escovinha não fica nada mal.

Os newbies brilham à distância. Sabiam que o bling, além de piroso, causa imenso lag? Ainda por cima, a maioria dos acessórios com bling permite desactivar o brilho. Não são só os newbies que usam blings. Já vi avatares com muito mais tempo de SL que eu a usar a brilhar imenso: colares, brincos, acessórios de todo o tipo. Conseguem o seu objectivo: chamar a atenção… pela negativa.