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O sonho não acabou!

Overdoing on the hat...
Chegamos ao 10º ano de existência oficial do Second Life®, que será celebrado formalmente em Junho! Dez anos é muito tempo: alguns diriam que é «tempo demais», no sentido em que, aos poucos, isto parece estar a acabar…

Mas estará mesmo? É verdade que ando entretida com outras coisas, mas sempre que me ligo ao SL, parece que há uma nova versão para descarregar. Hoje em dia, perco-me com as descrições complexíssimas de como se compra roupa e acessórios — as roupas meshed têm tamanhos, como nas boutiques reais; podem-se comprar maminhas em mesh que são chamadas de «tangos» (ainda não percebi porquê!) e que têm «apliques» de pele, que se obtêm nos criadores; um par de botas, que há uns anos bastava comprar e fazer attach, hoje em dia requer um HUD para acertarmos a cor dos dedos dos pés com a das pernas, e ainda por cima praticamente podemos modificar o aspecto dos sapatos de forma interactiva, tipo Shoes of Prey virtual. O cabelo, que há dez anos era apenas uma textura, hoje são pelo menos duas camadas — uma meshed para dar «volume e forma», uma de flexiprims para não parecer que gastámos dezoito latas de laca e o cabelo se mexer um pouco — e podemos configurar cada um dos prims do cabelo individualmente. Bolas! Isto é complicado, e cada mês que passa, vai ficando mais complicado.

Podem-se comprar «peças soltas» de avatar: cabeças, mãos, pés. Agarram-se ao nosso esqueleto, e têm HUDs para as animar — funcionam à parte do sistema da Linden Lab. Depois aparecem designers de moda que criam roupa e acessórios para a cabeça X, para as mãos Y, ou unhas pintadas para os pés Z. Quando vamos às compras temos de levar um manual de instruções!!

Agora a Linden Lab lançou materiais. Isto são propriedades dos prims que faz com que possam ser ainda mais realistas, com texturas reais, em vez de parecer tudo pintado em cima de plástico. Funcionará bem em qualquer computador que consiga ver sombras (o que exclui tudo o que tiver mais de seis ou sete anos de idade… mas é um bom compromisso) e acrescentará um nível de realismo nunca antes visto — e, ainda por cima, poupará preciosos prims (ou polígonos de meshes), pois com o auxílio desta tecnologia os criadores de objectos podem poupá-los e obter o mesmo efeito — por exemplo, para dobras no tecido, ou ranhuras numa superfície de pedra.

E lá vão lançando outras melhorias. Consta que, neste momento, navegar de barco entre regiões, já quase que não tem «sobressaltos», pois a Linden Lab melhorou as transições. Mas fez mais que isso: temos um inventório que funciona de forma diferente, muito mais rápido; assim como as conversas em grupos muito grandes; e está em desenvolvimento uma nova forma de apresentar os avatares (avatar baking) que acabará de vez com os problemas de texturas que não carregam ou que ficam «borradas»… e, em breve, também será resolvido aquele problema irritante em que os objectos lá no fundo da região aparecem logo, mas o gigantesco painel mesmo à nossa frente teima em não aparecer.

Mas, por outro lado, toda a gente se queixa que o Second Life «está a morrer», que as pessoas já não querem saber de mundos virtuais, que a Linden Lab (mais uma vez) perdeu o rumo, e que hoje em dia a malta está tanto tempo a divertir-se no Facebook que não tem tempo para coisas 3D. «Second Life? Mas isso ainda existe?» é o que me perguntam regularmente. Uma vez por ano, lá tenho um amigo num jantar de Natal que me pergunta: «mas ainda fazes conteúdos para aquele jogo?» (cujo nome já nem se lembra, nem se lembra do que é um «mundo virtual»)

E também costumo responder um pouco por todo o lado, quando me perguntam se ainda vale a pena investir no Second Life, com a maior das sinceridades: Não. Não vale a pena — excepto se se for um profissional da criação de conteúdos. Estes tomaram conta do mercado e produzem conteúdos de altíssima qualidade a um preço ridiculamente baixo, e a competição é feroz. Já se acabaram os bons velhos tempos de 2006, em que qualquer caramelo entrava no SL, aprendia a juntar 2 prims, aplicava-lhe uma foto roubada no Flickr, e vendia um «quadro para pendurar na casa virtual» por L$10 e ganhava balúrdios ao fim do mês. Mesmo alguém que tenha um pouco mais de talento e que goste de desenhar roupas, por exemplo, já não lhe basta uns templates de Photoshop e algum «olho». Precisa, hoje em dia, de perceber de Maya ou 3DS ou Blender, de estar perfeitamente familiarizado com rigged meshes, e precisa de fazer centenas de testes para ver se a roupa «agarra bem» ao corpo em várias poses, que terá de testar, uma a uma, e fazer minúsculas correcções com precisão. Isto leva anos de prática a desenvolver as qualificações necessárias, e semanas ou meses para aprender como se replica no Second Life (onde tudo é sempre «um pouco diferente»).

Ora é evidente que alguém que «acabe de chegar» ao SL não fará a mínima ideia de como aprender isto tudo.

E, como parece óbvio, desistirá rapidamente, achando que é absolutamente impossível «ganhar dinheiro» com o SL, e, logo, o SL terá «morrido». Apesar de literalmente milhares de criadores profissionais de conteúdo estarem a fazer dezenas de milhares de dólares por mês. Mas… não são milhões. E como não são milhões, «o SL morreu».

Mas, por incrível que pareça, parece que as coisas não são bem assim.

Hoje espreitei por mero acaso o forum de discussão em português da Linden Lab. Claro que não tem tantas mensagens como isso (e a maioria, claro, são de utilizadores brasileiros), mas é giro de ver que o tipo de mensagens é o mesmo de 2006/7 — gente a pedir emprego, a perguntar como é que se monta uma loja ou uma discoteca, a vender terrenos, coisas assim. Sim, sei que não são muitas mensagens, mas também não são «zero». Estranhamente, ainda em 2013, há gente a fazer precisamente as mesmas coisas que em 2006 ou 2007. E se estas existem, quer dizer que há muitos e muitos níveis no Second Life (como os ogres no Shreck). É verdade que lá no topo existe uma elite de profissionais a ganhar pipas de massa com conteúdos que os comuns dos mortais nunca conseguirão desenvolver. Existem alguns mega-agentes imobiliários que vendem regiões às dezenas. Há giga-promotores de eventos que controlam discotecas, DJs, salas de espectáculo, e vendem os direitos para a televisão.

Mas pelos vistos, cá em baixo, entre os pequeninos e os amadores, o sonho não morreu. Ainda há gente satisfeita por se sentar em bolinhas por umas horas e ganhar uns tostões que chegam para comprar uma T-shirt feita em 10 minutos de Photoshop. Ainda há quem resmungue porque a sua parcela de 16×16 m2 está encostada a alguém que tem um sinal luminoso que enche a região de lag. Ainda há quem faça mini-eventos, anunciados sabe-se lá onde, em que aparecem uma dúzia de amigos que se divertem por uma hora, mesmo que a música seja uma treta e o streamer (gratuito) esteja sempre a encravar ou a colocar publicidade. Ainda há quem tire umas fotos e abra uma galeria de arte — onde vendem as fotos por L$10 a gente que ainda não percebeu quão fácil é de fazer o mesmo.

E se calhar são muitos!

É que em em 2004, quando me liguei pela primeira vez ao SL, era só isso que se fazia. O SL parecia gigantesco, com uma vastidão de coisas para fazer e para comprar, tal como hoje… mas só haviam umas 5.000 pessoas ligadas, nenhuma das quais era «profissional de criação de conteúdos». Estávamos todos a aprender, uns com mais talento que os outros. O conteúdo tinha pouca qualidade, os eventos eram mal organizados, mas todos nos divertíamos imenso. E alguns até ganhavam uns trocos para as T-shirts.

Aparentemente, nesse aspecto, nada mudou. Ainda há pequenas comunidades, talvez com as mesmas 5.000 pessoas, que fazem justamente o mesmo, aqui e ali. Como são tão pequenas, passam despercebidas. Claro que é possível, no meio do conteúdo horrorosamente amador, encontrar aqui e ali objectos «de topo de gama» que não existiam em 2004 — e aí vemos que de facto estamos já em 2013. Mas o aspecto geral da coisa é muito parecido ao que tínhamos há 6 ou 7 anos atrás: comunidades pequenas, com pouca gente, mas que se diverte à brava a fazer coisas simples por sua própria iniciativa.

O que mudou é que em 2004, «em terra de cegos, quem tem um olho era rei». Ou seja: alguém que tinha um bocadinho mais de jeito, ficava imediatamente conhecido em toda a grid, porque, como esta era minúscula, e toda a gente se conhecia, rapidamente se «passava a palavra». Tipo ter 5.000 amigos no Facebook — uma mensagem chega a todos. Hoje em dia, essas mini-comunidades têm pouca relevância para o exterior — que são 5.000 pessoas no meio de um milhão? — por isso nunca ouvimos falar delas. Não fazemos parte justamente desse grupo de 5.000, por isso não recebemos as suas mensagens, e concluímos que não existem. Não há jornalistas a falar deles. Até podem ter um blog ou um forum, mas não o conhecemos, não conhecemos ninguém que tenha um link, e mesmo que o conheçamos, está escrito em húngaro ou japonês, e não tem nada que nos interesse excepto fotografias com aspecto de terem sido tiradas em 2008 ou 2009 (como esta que ilustra este artigo!).

Por isso, por estranho que pareça, para um grande número de pessoas, o sonho não acabou. Até ficariam surpreendidos de ouvir que há gente que pensa que acabou, como nós. O que nos perguntam, arqueando as sobrancelhas, é: «o sonho acabou? Por onde é que vocês têm andado?»

É. É que se calhar temos andado pelos sítios errados. Eu tenho a certeza que é o meu caso! É que estou constantemente a encontrar situações do género:

  • Faço teleport para uma localização qualquer que tenho na minha lista de landmarks. E quando chego ao destino, vejo que é qualquer coisa de muito diferente. Lá penso, «pronto, mais um sítio que fechou…» Mas depois avisam-me que não, mudaram de sítio. E penso: «pronto, isto que era uma coisa enorme, agora é uma lojinha de 16×16 algures perdida num sítio qualquer». Mas quando salto para o novo sítio, lá me surpreendo ao ver que na realidade a coisa cresceu, e foi por isso que mudaram de sítio! Eu é que andava distraída…
  • Tenho uma lojeca manhosa em Ross há muitos e muitos anos. Nunca vendi lá nada. Mas é porque a qualidade dos meus produtos, francamente, é uma treta. E só lá vou de mês a mês pagar a renda, que é barata, e eu sou teimosa, e gosto do dono (que é o Prokofy Neva!). Mas o que é estranho é que está lá sempre gente — muitos novatos, mas não só. A maioria das lojas é uma treta, e é uma treta há 5 ou 6 anos. A região sempre teve pouca gente, mas sempre teve gente. A maioria das pessoas não compra nada, mas a verdade é que nunca comprou nada. A verdade é que as lojas lá estão, e as pessoas lá estão: em 2013 como em 2006
  • Tenho um  amigo meu que é artista digital. Tem um espaço (hesito em chamar-lhe «galeria») onde faz exposições e alguns eventos. Queixa-se constantemente de que os artistas «do mundo real» não consideram o SL como «sério», e que, como tal, a arte em mundos virtuais está morta. A região dele não é nada de especial. Não faz parte de nenhuma lista. Não conheço nenhum dos grupos em que ele está inscrito, excepto um, que é por isso que o conheço a ele 🙂 Mas a verdade é que sempre que vou aos eventos alojados numa parte da região dele (que nem sequer é ele que organiza), há sempre meia dúzia de pessoas nos eventos, para além de 3-4 visitantes que nunca ouviram falar do evento mas que andam por lá apenas a visitar a exposição. Sempre. É assim desde 2007 — não mudou nada. Não há menos pessoas, mas como também não há mais, o meu amigo anda frustrado há alguns anos (mas não desiste).
  • Faço parte de uma comunidade que existe desde 2004… e desde 2004 que as várias regiões que tem estão sempre vazia. O comércio «nunca pegou» por lá, nem sequer em 2006/7 quando toda a gente ganhava dinheiro a rodos. Os eventos nunca tiveram muita gente. A participação sempre foi baixa. O conteúdo em geral sempre teve pouca ou nenhuma renovação (ainda há partes dos edifícios originais, de Setembro de 2004!). No entanto, continuam a anunciar eventos regulares todas as semanas, e os forums oficiais continuam a ter participação. Pouca, claro, mas sempre foi pouca. Os eventos sempre foram de qualidade média, também com pouca participação — mas continuam a ser iguaizinhos a dantes. Quando dou lá um salto, é raro encontrar mais do que uma ou duas pessoas da comunidade — mas também era assim em 2004. Ou 2005. Ou 2007! Sempre foi assim!

O que concluo é que este Second Life continua a ser muito esquisito! Há anos e anos e anos que nos queixamos todos que isto não cresce, que as pessoas desistiram de tudo, e realmente, quando se lêem os blogs de topo e se assistem aos eventos da inteligentsia do SL, parece que assim é. Mas quando andamos a passear por aí vemos que as coisas estão mais ou menos na mesma. Ainda continua a entrar gente no SL com um sonho, lá encontra um cantinho, um nicho de mercado, e ganha uns tostões a divertir-se a fazer o que gosta, em conjunto com uma dúzia de amigos. Mas, ora bolas, isso é o que a gente fazia em 2004… ou mesmo em 2007. Não mudou nada, excepto que a inteligentsia já não fala disto. Não mudou nada, excepto que «um grupinho de 10 ou 20 pessoas» conseguia chegar a toda a população do SL em 2004, enquanto que hoje em dia temos centenas de milhares de «grupinhos de dez pessoas», que não chegam a lado nenhum excepto… a esse grupinho de dez pessoas. Essa é essencialmente a diferença.

Ok, bem sei que globalmente o SL está a encolher um bocadito todos os anos, e que algumas pessoas (tipo eu!!) se ligam menos do que antes. É verdade. Mas acho interessante analisar que muito do crescimento foi altamente especulativo, começou por ser exponencial em 2006/7, e que continuou a crescer por inércia ao longo de muitos anos, mesmo que não houvesse razão racional para isso. Agora, tal como a economia portuguesa, o SL «encolheu» para os valores reais do que se continua a fazer por cá e os especuladores foram-se embora, frustrados por não serem milionários.

Dizem-me por todo o lado que os mundos virtuais morreram, o Second Life é o último, e quando desaparecer («quando»??!), nada mais restará. Mas um pequeno anúncio de um projecto lançado em mundo virtual, num jornal de grande divulgação, trouxe quase mil pessoas, quando se esperavam apenas cem. E quase todas elas, com poucas excepções, nunca se tinham ligado antes a nenhum mundo virtual. Dá que pensar. Será que o problema está justamente em que ninguém fala de mundos virtuais — mas quando falam, toda a gente vem cá dar um saltinho?

Comprar L$ em Portugal: Multibanco e PayShop

Nas minhas deambulações por esse SL fora (que são cada vez mais raras!!), uma pergunta que é sempre feita por muitos dos nossos concidadãos tugas é: “como posso comprar L$ se não tenho cartão de crédito?” É certo que podemos usar MB Net para o PayPal, o que nem sempre funciona de forma tão fácil como gostaríamos. Ou então podemos usar transferências bancárias no PayPal (já funcionam também aqui na Tugalândia!), mas levam vários dias.

Bom, é verdade que a Linden Lab anunciou novos métodos de pagamento para breve (isto ao mesmo tempo em que lançaram o site deles em pretuguês dos brazucas, com o devido respeito pelos 200 milhões de lusofalantes do outro lado do Atlântico, bem entendido!). Tudo isso é muito lindo, mas não se sabe para quando estarão disponíveis estes “20 novos serviços de pagamento online”! Ainda por cima, num site que é “famoso” por fornecer serviços de pagamento a casinos online. Por isso, o que fazer até lá?

multibanco-no-second-life_001Há neste momento duas alternativas. Ambas são implementadas com tecnologia da Virtualnauta. Uma é o pagamento por Multibanco, que as imagens ilustram, mas que na realidade não requerem nenhuma deslocação ao sim em questão. Basta mandar um IM a Mbanco Core (basta dizer olá, é um ‘bot que processa o serviço), que ele vai automaticamente dar-nos uma lista de opções (sempre em IM). O mínimo a desembolsar parecem ser €15 (pelo menos, menos do que isso deu-me sempre erro!!). Recebemos em IM uma referência de pagamento Multibanco, e basta depois ir à caixa mais próxima (ou, para as preguiçosas como eu, ir ao homebanking) fazer o respectivo pagamento.

Imediatamente de seguida mandamos um novo IM ao Mbanco Core. Este vai dizer que “tem uma referência de pagamento em nosso nome” e, se confirmarmos, recebemos o dinheiro. É rapidinho, quase tão rápido como ir ao LindeX, e funciona de dia e de noite.

Claro que a Virtualnauta cobra 20% pelo serviço…multibanco-no-second-life_002

A alternativa B é boa para quem seja paranóico o suficiente, e que não goste que ninguém fique com os seus dados bancários. Aí a ideia é ir ao agente PayShop mais próximo (há 3200 em Portugal, mais as estações dos correios dos CTT) e dizer que queremos adquirir vales para o Second Life. Estão disponíveis vales nos montantes de €5, €10, e €50. O agente irá emitir um talãozinho com um código. Não nos pedem identificação, nem nome do avatar, nem nada — o processo é totalmente anónimo, e pagamos ao agente PayShop como quisermos (se for em notas, ninguém jamais poderá associar-nos ao nosso avatar!). Uma vez de regresso a casa, mandamos agora um IM a Banco Mertel com os dizeres USA código, e imediatamente o montante equivalente em L$, menos a tal comissão de 20%, é nos imediatamente transferida para o avatar que mandou o IM. Há mais instruções aqui, mas o processo é simples. Obviamente que neste caso podemos até dar o dito vale a quem quisermos, pode ser uma prenda de anos ou de Natal, ou se tivermos vergonha de ir a uma tabacaria ou loja que seja agente PayShop e dizer “olá, quero um vale para o Second Life!” podemos sempre pedir a um(a) amigo(a) que nos faça o favorzinho de fazer isto em nosso nome.

Ou seja, já não há desculpas para dizermos que é muito complicado adquirir L$ (por causa do cartão de crédito, transferências bancárias, e coisas que tal) ou que é “pouco seguro”, blá blá blá. Qualquer uma destas duas alternativas de pagamento é excelente!

Beijocas e boas compras, e já que é quase Natal, boas compras para todos 🙂 … no SL, é claro 😉

Falso concurso fotográfico – cortesia da Opium

Claro que não é surpresa para ninguém que in-world andam calmamente à solta pessoas de todas as estirpes. Inclusive as de baixo nível, falta de personalidade e objectivos enganosos. Desta feita, venho apenas alertar-vos para teem cuidado com os concursos que se anunciam por aí. Eu, caí na asneira de concorrer a este da loja Opium, que anuncia concursos sem se dignar anunciar se há ou não vencedores, se as fotos apresentadas não corresponderam aos critérios minimos ou dar uma qualquer satisfação por mínima que seja.

E não contentes com isso, não se dignam sequer dar uma resposta quando um concorrente lhes pergunta directamente pelos resultados do concurso, o que demonstra uma atitude altamente profissional… e a qualidade da educação que a mãezinha deles lhes deu, LOL

Na minha opinião, parece-me tratar-se meramente de mais um golpe publicitário para levar as pessoínhas a comprarem lá os items e a concorrerem. No que me diz respeito, loja definitivamente a evitar, que gentinha desta laia não merece de todo os meus suados lindens, hehehe

Quem disse que os gajos são parvos?

Eles só não sabem comunicar quando não lhes apetece. Quando a coisa lhes pode ser benéfica, a ver se a Linden Lab® não comunica como deve ser. No mesmo dia em que compraram o Xstreet SL e o OnRez, a ver se não se apressaram a fazer Press Releases, FAQs… e até enviaram uma cartinha a cada um dos utilizadores registados, a comunicar a aquisição e a explicar as alterações menores – segundo dizem – que vão ser introduzidas.

UPDATE – sobre este assunto, leiam o fantástico post da Gwyneth, aqui no blog dela.

Desenganem-se de uma vez os que acham que os meninos não sabem o que estão a fazer. Sabem lindamente e têm perfeitamente noção da ausência de concorrência. E estão totalmente a borrifar-se para as nossas queixas. Continuam a fechar a grelha quando acham que é a melhor solução, os bugs novos e velhos continuam a conviver conosco diariamente e a instabilidade da plataforma é o que todos sabemos.

Ah! E antes que me esqueça… ainda estou a tentar decidir o que acho sobre a fusão da Teen com a Main Grid. Se por um lado me parece mais motivador para os miúdos e por outro é inegável que em todo o caso já convivemos com eles… não sei se o facto de passarem a ter carta verde para se passearem “do nosso lado” não irá cercear as nossas proprias liberdades de alguma forma. Yeap, ainda estou ambivalente em relação a isto…

Esquemas bem pensados

Assim do nada, recebo de um tal Reggie Quan um notecard com o apelativo nome de Concurso “Miss New Years Avatar 2009”. Primeiro, claro, fico pasmada a olhar para aquilo. Não conheço o gajo de lado nenhum, nunca tive a minima pretensão a ser modelo nem miss de coisa nenhuma, e não entendo minimamente de que nuvem (ou skybox, lol) caíu aquilo. Ainda tou a pensar no assunto, e já me está a qparecer também um menuzito daqueles azuis irritantes a convidar para aderir ao grupo das “Mind Blower Models”.

Lambo as pontas dos dedos cheias de açúcar (não perguntem… e sim, eu sei que é feio lamber os dedos, mas a minha mãe não estava por perto para me chamar a atenção, lol) e clico em “dismiss”. Resolvo contudo deitar uma olhadela ao tal notecard, dentro do qual encontro outro ainda com as… ahem… regras do… errr… concurso de… (ataque de tosse profundo)… misses ? modelos ?

Bom, basicamente a coisa funciona assim:

1) primeiro, há que tirar uma foto (só a carinha da gaja – sim, porque os gajos estão de fora e não se podem candidatar  a Miss Ano Novo) e enviá-la ao tal Reggie Quan, que vai seleccionar 100 candidatas entre todas as que concorrerem.

2) sensivelmente de 30 de Dezembro a 15 de Janeiro, decorre a votação. Espera-se, claro, que as concorrentes spamem todos e mais alguns nas suas listas de contactos para irem votar.  Ah, esperem, votar e doar !! Pois é, um dos objectivos é ganhar um prémio em dinheiro, que depende das doações dos votantes (começa a soar estranho ? Pois, a mim também começou).

3) no final, a avatara mais votada, tem direito a usar uma tag com aquela tag fantástica – a tal de Miss New Years Avatar 2009 e poderá – ou não, o notecard ressalva bem que isso pode nem vir a acontecer – ser chamada para trabalhos de modelo.

4) Em simultâneo, cada concorrente, “ganhará” ainda 20% das receitas doadas por aqueles que nela votarem. Mais ainda, a concorrente que reunir mais fundos, para além dos seus próprios 20% ainda recebe também 20% das doações globais, ou seja, do conjunto das doações de todos os que votaram em todas as candidatas.

Mmm, eu sou terrível a fazer contas. Contudo, de acordo com o Sr. Quan, a vencedora do concurso de Novembro ganhou cerca de 50.000 L$. Agora… é impressão minha, ou o Sr. Quan anda a encher os bolsos – e bem, pelos vistos – à conta da ingenuidade – ou dos sonhos, se preferirem – dos outros ? Se a candidata cujos amigos mais despejaram os bolsos ganhou 50K L$, quanto terá ganho o organizador da iniciativa ?

Confesso que ainda fui cuscar o perfil deste empresário… apenas para descobrir que todos os meses há concursos parecidos, com outros nomes igualmente apelativos como “Miss Fab February 2009” ou “Miss Nude Avatar 2008”. tudo isto quase tão interessant quanto o facto de que num total de nove picks, 5 são fotografias do próprio Narciso, com etiquetas sugestivas do tipo “Stud Shot” e descrições elucidativas tais como “The ladies like” e “The man dresses for success”.

Mmm, não, hoje não é dia 1 de Abril. É dia de Natal, hehehe. E isto também não é a brincar… é sério mesmo!  Sou eu a tirar conclusõs precipitadas ou isto é realmente um esquema muitíssimo bem montado para ganhar uns belos trocos ?

Foto Contest cef^SL 08

No âmbito do programa do cef^SL 08, foi hoje anunciado o primeiro concurso de fotojornalismo inworld Foto Contest cef^SL 08. O mesmo decorrerá de 10 de Março a 19 de Junho de 2008, sendo os prémios bastante aliciantes. Mais informações no blog do cef^SL 08.

cef^SL 08 has announced today its first inworld fotojournalism contest, the Foto Contest cef^SL 08. Starting on March 10 it will last until June 19, 2008 and will award outstanding prizes. For further info please check cef^SL08’s blog.

impostos no SL

Os impostos, especificamente o IVA, chegaram ao SL. No entanto, só os residentes da UE irão pagar IVA:

Hello, Ana Lutetia.

We have identified that you reside in a European country. Accordingly, your next bill will reflect Value Added Tax (VAT) charged at the rate specified by your country. Please note that VAT applies to all payments to Linden Lab such as land sales, monthly maintenance fees and Premium subscription fees.
If you are eligible for a VAT exemption, you may submit proof of your exemption status, such as your VAT number, here:
https://secondlife.com/account/vat_enter_id.php

If you have other questions, please read the VAT FAQ:
http://secondlife.com/corporate/vat.php

You can also contact us via the support portal:
http://secondlife.com/support

Best regards, and thank you for your continuing support.

Linden Lab
Creators of Second Life

Ainda estou a digerir a informação mas aqui fica a notícia.

Sl, IRS, lavagem de dinheiro: artigos de Pedro Fonseca no DN

Dois excelentes artigos do Pedro Fonseca no DN de hoje:

Moedas reais num mundo fictício

Mais-valias dos jogos e economia virtual devem ser taxadas

Estas questões relacionadas com o dinheiro real/dinheiro virtual interessam-me sempre (em várias vertentes); neste caso, no entanto, as minhas dúvidas prendem-se com o anonimato. No SL somos todos anónimos se quisermos. O
unico detentor das identidades reais dos avatares é o Linden Lab, no caso de serem introduzidos os dados dos cartões de crédito, por exemplo.

Algumas perguntas que me surgem de imediato:

O Linden Lab poderá ser obrigado a fornecer ao IRS a identidade dos jogadores e os seus dados e transacções monetárias?

Se fosse aplicado um imposto in-word, i.e., se as transacções de uma conta apresentassem mais-valias, poderia o Linden Lab fazer uma espécie de retenção na fonte e transportar isso depois ao seu cliente?

Cidadãos não-residentes nos EUA são passíveis de ser taxados num jogo sediado nesse país, ou para os portugueses seria tax-free?

Evidentemente que estas perguntas são mais risíveis que outra coisa qualquer. Mas que o IRS está de olho nestas economias cujo crescimento tem sido brutal, não há qualquer dúvida.

Ainda vamos chegar ao ponto de termos que construir muitos alts para que os rendimentos de um jogador não alcancem o primeiro patamar de rendimento passível de ser tributado…;)

Cinquenta mil dólares

Sim, USD 50.000, dos verdadeiros. Foi por quanto foi vendido o sim Amsterdão no eBay, a um anónimo. Tenho seguido esta notícia com alguma curiosidade, não só para saber como se comportam os preços do mercado imobiliário, mas porque Amesterdão foi um dos primeiros sims que visitei; na altura, pareceu-me tudo absolutamente surrealista e muito estranho – ah santa inocência! – com as montras de luz vermelha e as avataras descascadas dentro. Agora que sei que essa nobre e mais antiga profissão do mundo é uma das mais populares no SL, já não me causa qualquer impressão.
Não restam dúvidas que um bord…perdão, um sim dessa natureza, detém um elevado valor no mercado.