Estou há imenso tempo para escrever este post, mas fui deixando passar o tempo a ver se a minha vontade (ou falta dela) era passageira ou estava já cristalizada. Creio que é tempo de escrever isto.

De um dia para o outro, foi mesmo assim, deixei de ter vontade de ir ao SL. Aquilo que, ainda na véspera, me tinha dado imenso gozo, num dia qualquer, deixou de dar. Não foi uma coisa que fosse passando, ir-me fartando, foi mesmo assim, trau, um dia gosto, no dia seguinte não tenho a mais pequena paciência. E, como achei que seria embirração momentânea, deixei correr o tempo a ver no que dava. Não mudou nada.

Já tive alturas em que me fartei do SL, várias, em que deixei de lá entrar sequer, uma pessoa precisa sempre de pausas. Desta vez, tenho a sensação que não é uma mera pausa, mas isso só o tempo o dirá. Não tenho mesmo qualquer vontade de logar, vou lá de vez em quando limpar o que falta das limpezas que os restantes residentes do 100Limite vão fazendo (cinco estrelas, aquela nossa equipa ali!) e fazer alguma coisa que seja precisa eventualmente e que só eu possa fazer. De resto, nada.

Nem sequer me interessa, confesso. Não leio blogs de SL, larguei o Plurk, não faço ideia do que lá se passa e nem sequer me interessa. Passei para outros interesses, creio eu e já não há lugar para o SL. Mais que isso até: a virtualidade do SL faz-me mal. Só compreendo aquilo de forma imersiva e, para mim, agora, não há imersão, olho como se fosse para uma paisagem desenhada que não me faz sentido. Não tem nada de mal, não mudou nada, só eu é que mudei.

Lamento algumas coisas, claro. Mas o SL, para mim, foi sempre, acima de tudo, as pessoas. E essas, as mais importantes, ficam sempre, converso ao telefone e por email e só não se combinam almoços porque andamos todos a correr. Confesso que só tenho saudades de uma única coisa: da minha guru, Gwyneth Llewelyn e daquelas conversas de doidos, a inventar coisas e ideias malucas, já que as outras minhas amigas, falamos quase todos os dias. E tenho saudades de gostar do SL. Foram tempos giros, muito giros. Mas uma pessoa tem que andar para a frente e não se agarrar às coisas quando já não nos fazem sentido.

Mantém-se o 100 limite, claro, mantém-se o Geta. Até venho cá de vez em quando escrever coisas sobre o SL visto de fora, se for caso disso. De resto, toda a gente sabe onde me encontrar.

Não digo adeus que é uma palavra medonha e estúpida, nunca sabemos o que acontece amanhã, apenas um até outro dia. 🙂