Há um ano e tal, um grupo de amigos, que tinham comprado umas parcelas por aqui e por ali, no SL, juntaram-se todos e resolveram comprar um sim. Na altura havia meia dúzia de sims portugueses e uma data de gente que se entusiasmava com aquilo com muita facilidade; esse grupo, mais empurrados por duas gajas teimosas como poucas, avançaram para a coisa, contentes e felizes para sempre.

Meias é só para os pés, já sabíamos todos. E conhaque é conhaque e aquela coisa toda, que toda a gente sabe, mesmo assim, connosco isso nunca iria acontecer, porque há amizades que sobrevivem a tudo.

E há mesmo.

Como todos sabem e quem não sabe é bom que entenda isto de uma vez por todas em vez de parar de ler aqui, saltar para os comentos e começar a delirar, eu NUNCA escrevi sobre a nossa saída de Portucalis. E não faço tenção de escrever agora. Sei que correu muita tinta, provavelmente grande parte dela na versão de contos de princesas, bruxas e fadas; fique pois a versão oficial como uma mistura de tempo, silêncios, optimismo que tudo se resolve e grandes mal entendidos entre feitios que fervem em pouca água. Para que se perceba isto, nós saímos de Portucalis por causa de uma parede! :DDDD O problema das paredes é que crescem, crescem e, de repente, tá tudo à batatada forte e feio, que o SL sem drama não vive, mas os dramas ultrapassam os chatezinhos e os IMzinhos e emailos, e a parede deixa de ser uma parede, transforma-se num colocar em causa a amizade e iadaiaiaida, lá vai a bola de neve pela montanha abaixo a deitar os mecos todos ao chão.
Muito adulto, tudo isto, portanto.

Adiante.

A verdade é que muita gente deve muito a Portucalis. Não há cá volta a dar a isso. Grande parte daquela comunidade, agora espalhada por cogumelos open spaces, conheceu-se ali, fez amigos ali e, se o devem a alguém é a quem andou a manter aquilo de pé, à custa do seu esforço, tempo e carcanhol, sejamos honestos. Portucalis foi a rampa de lançamento de muita gente, que, sem aquilo, estaria agora a vaguear pela net fora, já tendo desistido do SL há muito tempo.

Há uns tempos atrás, o sim sofreu um revés. Saíram quase todos os sócios, a coisa ficou muito mais complicada para quem ficou e que tem mantido o sim de pé. Ao mesmo tempo, aconteceu que se verificou que há amizades que sobrevivem a tudo e umas certas “arqui-inimigas” que aqui (e noutros lados) se divertiram imenso a trocar montanhas de insultos, acharam que isso do “arqui-inimiguismo” é um sentimento pelo menos honesto. Estas merdas resolvem-se de frente, até partir; quando não parte, a coisa fica sólida.

Em resumo: Portucalis precisa das pessoas de bem, que sentem que devem alguma coisa ao sim. Que devem de coração, não precisa de ser a ninguém em particular: àquela ilha mesmo; às boas memórias; aos tempos giros; aos amigos que por ali fizeram; aos bons momentos, às gargalhadas, às ajudas, aos desabafos, aos dramas que acabam por nos fazer rir, tantos que são tão estupidozinhos. E sem mesquinhez, sem tacanhice, sem bocas foleiras, sem ataques gratuitos só porque não se grama aquela ou aqueloutra pessoa. Não se trata aqui de esta ou aquela, não se trata de alguém que nos irrita, não se trata aqui de nada disso. Trata-se de uma ilha no SL. Eu sei que é pouco, um bocado de simulador num universo virtual. Mas, pensando melhor, tem gente dentro, não é? E nós, de algumas das pessoas, gostamos muito ou não será assim?

Quem quiser ajudar Portucalis e as memórias todas boas que tem dali, é a hora de se chegarem à frente.

Estão à venda ou para alugar as seguintes parcelas:

– o resort (completo ou aos pedaços)
– o clube das formigas intemporais
– o caneco
– a livraria
– a galeria
– o lote medieval Migas
– a Snifflandia
– o Farol
– uma parcela residencial
– meio open space (ainda não disponível)

e também há casinhas para alugar e essas coisas todas.

Agora perguntarão vocês, porque raio está aqui este post e não no blog do sim. Primeiro porque este é o meu. E segundo, porque vou regressar a Portucalis (mantendo o 100limite, como é evidente). Sou uma das duas teimosas do princípio e não deixo naufragar a ilha que me deu abrigo. E, além do mais, ali naquela ilha não há uma alminha que saiba terraformar decentemente. 😉

Esta minha postura não é para sempre felizes e contentes. Vamos viabilizar aquela porra, de uma vez por todas. Até lá, a partir de logo à noite, tudo aquilo que ali está para venda e aluguer (e continuará e agradecemos do fundo do coração a quem quiser participar neste projecto connosco) passará a ser alugado por mim, para ajudar as contas da coisa. Prefiro não ter que pagar sozinha, como deverão calcular…:D

Mas entretanto, se achavam que conheciam mau feitios, me aguarrrdem, ainda não viram nada (melhor avisar logo, antes que vão ao engano ;))