Uma coisa é certa. Pela primeira vez na vida estou com curiosidade de investigar alternativas. Não, não preciso de um mundo virtual, mas é mais prático para comunicar com algumas pessoas de quem gosto muito. Em (se e/ou quando) chegando ao fim do mundo e sem haver caminho para trás, as questões colocam-se na perspectiva que verdadeiramente interessa e que é, sempre, as pessoas. Eu não sou exactamente apegada sem apelo nem agravo à minha boneca no metaverso Sem Link. E até tenho um bocado mais de valores materiais-virtuais do que a boneca e os seus acessórios; já gastámos umas valentes coroas naquela coisa, mas tudo fino também, não é nada que não se venda. Quando a chatice é muita, um gajo sai, bate a porta e nem pensa mais nisso. Sou radical? Sou e não é segredo para ninguém. Mas por agora o problema ainda não se coloca embora a decisão quanto ao futuro do GETA esteja tomada. São duas coisas interligadas, mas separadas, o blog e a presença no metaverso Sem Link.

O que tudo isto me causou foi googlar sobre alternativas. São piores? talvez. Ainda não vi. Mas vou ver. Posso ser um bocado arrogante agora? Li sobre o mundo Sem Link num jornal de domingo de Novembro de 2006. Cheguei a casa, liguei, achei piada, meti um post no meu blog pessoal. E esse post arrastou uma data de gente atrás. Pessoas que já eram minhas amigas, leitores que não conhecia. Alguns tornaram-se amigos, outros deixaram de ser, outros não ficaram, outros chamaram outros amigos. Mas todas essas pessoas fizeram um bocadinho da parte portuguesa da coisa. E algumas fizeram muito. Abrimos sítios para outras pessoas. Publicitámos o Sem Link nos nossos blogs. Fizemos com que isto fosse falado, referido, enfim, tudo o que a Gwyn ali diz no post dela. Claro que não foi tanto tempo como outras pessoas, mas fizemos o que pudemos e conseguimos. Demos o nosso contributo para tentar meter este mundo num mapa mais abrangente. Este blog tem leitores que nunca meteram os pés in-world e acredito que outros blogs tenham também a sua quota parte de leitores não-residentes. Mas lêem porque se interessam, porque nós passamos a mensagem que isto pode muito bem ser o futuro de uma net 3D. E fizemos isto tudo numa língua que o Sem Link nem sequer domina, contribuindo também dessa forma para um aumento da base de clientes e interessados.

Continuo a achar que sim, tudo isso. Mas este Sem Link lembra-me os videos Beta da Sony. Posso ser só eu chateada que nem sei lá o quê, mas estão com cara de quem já perdeu. O VHS era muito pior, lembram-se? Uma qualidade muito inferior ao Beta. Pois lá está.

A mim aborrece-me ser usada enquanto é preciso contribuir para que uma coisa cresça até ao ponto em que posso bem ser descartada. Muito simplesmente as regras deste jogo foram alteradas a meio e a mim não me apetece jogar mais, se calhar. Ou então passa-me a telha. A ver vamos. Temos 3 meses, que é tempo suficiente para abrir mais blogs, se for caso disso, para escrever mais posts maravilhados com outras coisas, para arrastar mais algumas pessoas para alternativas. Isto não acaba ali no fundo do sim. O problema dos gajos é que deviam sair mais. Já perderam a noção da realidade e da perspectiva.

Desde que tenha orelhas, claro. Sem azorelhas nada feito. 🙂