Não posso dizer ao certo que é hoje, dia 11 de Dezembro, que se celebra o primeiro aniversário do “O Caneco”, fundado por Hank Wade. Mas posso dizer com toda a certeza que o bar abriu entre o dia 8 de Dezembro, data da primeira festa tuga do SL, organizada pelo Hank Wade (vide este post e este) e o dia 11, como se vê pela troca de comentários nos posts acima referidos.

A 13 de Dezembro escrevi outro post, já sobre O Caneco. Contentíssima com o nome, claro, porque (cof cof) o Caneco foi assim baptizado à conta do grito de guerra de uma certa blogger (grito esse sobejamente conhecido para os lados do 100nada), que não parou de dizer a palavra na primeira festa tuga do SL.

O Caneco e o Hank Wade (sem qualquer desprimor para a Aral Levitt, que estava menos lá mas sem ela não haveria bar nenhum) foram os grandes responsáveis pela comunidade portuguesa do SL. Evidentemente tudo isto já é história. Já não existe uma comunidade portuguesa do SL, porque o que há é cada vez mais gente com interesses e afazeres muito díspares e a tendência será para a fragmentação cada vez maior. Não é forçosamente mau, porque as pessoas acabam ou acabarão por se agrupar por interesses comuns e não pelo facto de serem todos expatriados num mundo desconhecido, conseguindo manter as duas coisas: a língua comum e alguma coisa mais que isso. O ano de toda a gente se conhecer no bairro português do SL acabou e daqui para a frente os milhares de pessoas que continuarem a entrar não saberão quem são estas pessoas ou aquelas que toda a gente conhecia antes. A fragmentação traz consigo o fim do bairrismo o que é excelente, na medida em que há mais escolha. Mas…nada disso teria sido possível, penso eu, se não tivesse existido um ano de comunidade mais pequena, para a qual o Hank Wade contribuiu de forma fundamental.

Eu gostava imenso dele. Admiro o esforço que todos os dias fazia, de manter um sítio para os portugueses que ali passavam (e não ficavam, havia camping para fazer e outras coisas para ver e ele passava-se com isso). Tinha lá o seu feitio, digo eu e um dia, pura e simplesmente desapareceu. Apagou a conta inclusivamente. Se calhar foi essa chapada, de nos ter desaparecido o nosso bar cheers (como dizia o Gath) “where everybody knows your name”, essa falta, que nos obrigou a ir ver o que se podia fazer para manter o ambiente a que já nos tinhamos habituado. E a abrir os nossos outros sítios: lembro-me de um bar português que não sei o nome e da cave de casa da Violeta Yakan; depois vieram os terrenos e depois os sims. E a rapaziada foi dando as boas vindas a quem chegava de novo e a comunidade aumentou (e fragmentou-se).

E, cada vez que recebo alguém num sítio meu, que chega de novo, com ar de perdido e de se calhar isto não vale a pena, uma das pessoas de quem me lembro é sempre do Hank que, no fundo, foi o responsável por nos manter a todos no SL. Se calhar ficávamos à mesma. Se calhar não.

Tenho saudades dele. Gostava de pensar que anda por aí de cara nova. Mas se não andar, também não faz mal. Nunca me pareceu pessoa que não soubesse o que queria.

Obrigada Hank. 🙂