De repente, os terrenos estão vazios.

Passeei por lá, uns dias antes, entre o entusiasmo do novo e a nostalgia do anterior. Ainda tudo em ordem, ainda as árvores e as cadeiras e demais objectos. O cenário montado mas já esvaziado, consubstanciado no clicar no terreno e ter activa a opção “sell land”, embora tudo o resto se mantenha: o stream da rádio anos 80, os objectos a devolver – todos os dias, que somos uns mãos-largas com os nossos prims: se temos livres a mais, porque não dispensá-los a quem prefere construir em fundo de ilha paradisíaca? Depois, se não levar tudo consigo, basta dar uma varridela e devolver.

Nostalgia de um terreno virtual? Uma gargalhada de um amigo (o M2life), nessa pergunta. Sim, respondo eu, claro que sim. Os sítios são feitos de recordações e essas são tudo menos virtuais; aquilo que nos oferece recordações são os outros e esses não deixam de ser pessoas, mesmo que comuniquem através de texto (essa tão gasta questão do virtual vs real, matéria para outro postal, eu sempre a lembrar-me de todas as cartas que escrevi antes de existir o email, escritas as cartas, só muda o veículo, nada mais e não me demovem disso). Ali fizemos uma data de coisas, rimo-nos perdidos, brincamos, conversamos com dezenas de pessoas, estivemos com amigos.

É evidente que as recordações se mantêm. Os locais é que não.

(e tu, Tess, quando lá caires, não estranhes, manda IM ;))