Quando compramos as primeiras parcelas, em Red Apple Island, o Miguel escolheu o nome para a primeira, 100 Pressa e eu para a segunda, 100 Medo. A lagoa ficou depois o 100 Limite, o nome agora do nosso terreno novo.
Um dia liguei a coisa e tinha a conta carregada de lindens. Tinhamos vendido uma das parcelas. Fui ver qual era; a 100 Medo. Ainda não tinha nada e fomos cuscando, para saber como era o novo dono. São coisas engraçadas, estas, a preocupação com o terreno antigo, se vai ter uma construção horrível, se vai ser bonito. Uns dias depois, a casa japonesa da Aral Levitt pareceu-me bem e agora até está muito giro mesmo. Mas, durante esses dias, nunca calhou encontrar o dono.
É que me estava a causar alguma curiosidade que não mudasse o nome. Lá continuava, 100 Medo, o nome que lhe dei, a frase descritiva, tudo na mesma. Coisa estranha, será que o homem não sabia alterar? Não era português de certeza, não lhe faria sentido algum.
Finalmente, há dois dias, encontrei-o. Fui falar com ele, disse-lhe que aquela parcela tinha sido nossa, as outras ainda eram e lá lhe perguntei a razão de não mudar o nome. Porque tinha achado imensa graça, respondeu. “Without Fear”. E ainda mais com o número. Tinha uma amiga portuguesa que lhe tinha explicado. E se eu me importava que ficasse tal como estava.
Disse-lhe que não, claro que não me importava nada, antes pelo contrário. Ficou o nome e a frase, que poucas pessoas verdadeiramente entendem. E é estranho, num mundo tão volátil, onde tudo muda de repente, ficar ali aquilo, assim, já fora da nossa mão, ainda tão nosso.
label: daqui a nada ainda me ponho a ler a sina nas folhas do chá
Qualquer dia está a ler o 100nada (without nothing?).
Já não sabes viver sem labels (é uma espécie de pensamento adicional), não é?
é a diáspora da língua portuguesa na SL…
não Tess!
as labels são pensamento fundamental! compreendê-las e atribuí-las é função daquilo que, ao que parece, ajuda a distinguir-nos dos outros animalecos todos (isto é o que dizem!): pensamento abstracto!
ninguém vive sem labels!
agora, no que toca a estas coisas de inventar labels para coisas novas – aka criatividade – óuó, bibá Cat! os nomezitos são fantásticos!
e eu desenvolvi entretanto um carinho especial pelo 100limite! se eu fosse rica… o 100limite seria meu!
ahhhh, mas um dia chego lá!
Tess, tu alguma vez viste o tasco com tradução automática? Fica (ainda mais) incompreensível!
Pois, uma pessoa habitua-se ao labelzinho catita, não é?
Cool, adoro a palavra “diáspora” LOL! (e de te ler por aqui também…não te sentes tentada, às vezes?
)
Maria, a Tess sabe, hehehe. Sabes, esta história dos labels tem um “passado histórico”: quando o blogger passou a ter labels e a rapaziada passou a laberizar os posts à séria, com keywords e o caneco, alguns/algumas bloggers assim mais irreverentes passaram a meter no label uma espécie de rodapézinho que é um misto de resumo/comentário irónico/dedicatória/nada-a-ver, enfim, nós gostamos destas palhaçadas. Lá no 100nada até escrevi posts que eram só o label…;)
O 100limite é giro, é é.
lol
deu-me um ataque de academismo, mas já me passou!
Tem a sua piada, sim. Venham mais entusiastas para as outras duas
LOL!
100stress
Agora a sério. Eu acho que 100 um pouco de 100timentos, esta coisa do 100conde life é uma GANDA SECA.
100 100timentos Não.
Eu, se tivesse um parcela, dáva-lhe o nome de
100tiago do Ca100
looooooooooooooooooooool
100tiago do ca100 é demais!
E 100terra?